CAF GARANTE ABASTECIMENTO DE REMÉDIOS

Mais de 100 itens de produtos farmacêuticos já estão disponíveis para as unidades hospitalares

O abastecimento de medicamentos na rede pública de saúde está sendo normalizado. Desde a última terça-feira, 7, a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica (CAF) está recebendo e distribuindo mais de cem itens de medicamentos que atendem principalmente renais crônicos, doentes mentas e soropositivos além de itens utilizados na medicina preventiva e curativa.

Segundo o coordenador da CAF, o farmacêutico Douglas Moraes da Costa, os medicamentos garantem o abastecimento de todas as unidades hospitalares do Estado por mais de 60 dias. “Na realidade, essa medicação que chega faz parte das solicitações de emergência”, explicou, acrescentando que durante este mês ainda chegarão mais remédios para contemplar as necessidades básicas das unidades.

Douglas acrescentou que a falta isolada de remédios na capital é decorrente de vários fatores, como o aumento populacional. “Poderíamos raciocinar da seguinte maneira: por que não aumentar a aquisição desses medicamentos em grande escala? Problemas como a perecividade das drogas e limites orçamentários, entre outros fatores, contribuem para essas faltas”.

Enfermidades oportunistas

Com relação às queixas da Associação das Pacientes Soropositivas, o coordenador da CAF explica que na realidade, a medicação chamada antiretroviral nunca faltou no Estado, pois seu estoque é garantido pelo Governo Federal. “As reclamações partem daquelas medicações que tratam das chamadas enfermidades oportunistas, ou seja, aquelas que são decorrentes da imunodeficiência (perda de imunidade) do vírus HIV, que podem levar os pacientes a morte”, esclareceu.

As medicações sulfadiazina, ivermectiva, albendazol, cefalexina e as drogas chamadas antipiréticas (combatem a febre), analgésicas e antiinflamatórias, fazem parte da lista de medicamentos que estão chegando desde o dia 7, e imediatamente encaminhadas para o Serviço de Assistência Especializado (SAE), onde são distribuídos aos soropositivos. “Não temos todas as drogas que fazem parte dos 38 itens necessários; temos 16 desses itens, mas dentro de duas semanas os demais chegarão à CAF e serão distribuídos nas unidades”, acrescentou.

As chamadas drogas antiretrovirais combatem diretamente o vírus HIV. Segundo a farmacêutica Cecília Ribeiro Afonso, as drogas zidovudina, lamivudina, efavirenz, didanozina e tenofovir fazem parte do coquetel anti-aids e nunca faltaram. “Nós temos antiretrovirais em grande quantidade e diariamente abastecem o SAE”.

Renais crônicos

Com relação à medicação que é utilizada na Unidade de Nefrologia do Hospital de Clínicas Alberto, Douglas anunciou que existem vários produtos e remédios disponíveis para o tratamento dos renais crônicos, mas a partir da quinta-feira estarão chegando as medicações complementares, que fazem parte do pregão eletrônico 001, da Sesa. “Essas drogas são especiais, e caras, muitas delas são importadas; mas o pregão eletrônico para aquisição desses medicamos já foi realizado. Mas isso não significa que esteja faltando medicamento para esse setor, e sim mais um reforço. Sulfato de morfina, codeína e metadona fazem parte da lista. Esses medicamentos não têm similares, sendo alguns exclusividade de laboratórios.

Psiquiatria

Quanto aos medicamentos utilizados na psiquiatria do Hospital, os chamados “psicotrópicos”, o gestor da CAF informou que a Unidade dispõe de medicações ansiolíticas, barbitúricos, opiáceos, inalantes e solventes, que são chamados estimulantes do Sistema Nervoso Central. Estarão chegando a partir de quinta-feira, as drogas atualmente em falta, como Acamprosato, buprenorfina, ciamemazina, desipramina, diazepan e haloperidol, “mas isso não significa que os pacientes não estejam sendo medicados, pois existem outras drogas que podem ser utilizadas como coadjuvante, cuja prescrição vai depender do médico”, finalizou Douglas.

DCN / Secom