Caravana da Ciência leva palestras,
dia de campo,
cursos e exposições a Santana

Que a ciência é importante para elevar o nível de desenvolvimento e a qualidade de vida de um país, já é consenso. O desafio agora é ampliar o acesso às tecnologias que resultam de pesquisas feitas por especialistas de diversas áreas do conhecimento. Uma iniciativa no Amapá é a Caravana da Ciência, coordenada pela Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Setec) e implementada com parceria da Embrapa Amapá, Universidade Federal do Amapá (Unifap), Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), Universidade do Estado do Amapá (Ueap) e prefeituras municipais.

Na próxima sexta-feira, 17, será a vez dos moradores de Santana receberem as ações da Caravana da Ciência, uma atividade que reúne aprendizado e troca de conhecimentos. A programação de mini-cursos, palestras, debates e exposições vai acontecer na Escola Estadual Augusto Antunes, em frente ao Hospital de Santana, no horário das 8 horas às 18 horas. A participação é gratuita. Durante todo o dia, estuantes, professores e demais interessados terão a oportunidade de dialogar com pesquisadores e aprender melhor questões na área de agropecuária, economia e meio ambiente, biodiversidade, entre outros temas regionais.

Um Dia de Campo, no Igarapé da Fortaleza, para a mostra da tecnologia do manejo de açaizais nativo de mínimo impacto, está sendo preparado pela Embrapa Amapá em parceria com o Rurap. "O importante é a população aprender como aplicar o conhecimento científico no seu cotidiano, muitas vezes o pesquisador publica os resultados dos seus estudos, mas em meios especializados, de acesso mais restrito. Então, uma ação como a Caravana da Ciência vem contribuir para a popularização do conhecimento especializado", afirmou Wagner Costa, coordenador de Desenvolvimento Científico da Setec.

Um ciclo de palestras acontecerá no auditório e em várias salas da Escola Augusto Nunes, envolvendo temas como economia e meio ambiente, plantas tóxicas que representam perigo para a jardinagem, valoração de recursos naturais da Amazônia, fungos, biodiversidade do Amapá, projeto Orla Santana, a vulnerabilidade do arqüífero livre de Santana à poluição. A programação de palestras inclui ainda estudos na áreas de defesa agropecuária vegetal e o caso da mosca-da-carambola, uma praga asiática que entrou no Brasil pelo Oiapoque; o panorama da agricultura amapaense, os impactos ambientais da criação de búfalos no Amapá, o aproveitamento em produtos da floresta na alimentação animal e o potencial de fungos entopatogênicos para utilização em programas de controle biológico.

Os mini-cursos também abrangem questões sociais e de infra-estrutura.
Serão abordados, por exemplo, as transformações espaciais no Amapá, o Plano Diretor Urbano, políticas públicas para o combate e prevenção às violência de gênero e doméstica, a farmácia da terra e o desenvolvimento rural sustentável. Durante todo o dia será ministrado ainda um mini-curso sobre a produção de biocombustível como fonte alternativa de inclusão social e econômica. Paralelamente, durante a Caravana da Ciência estarão à mostra na Escola Augusto Nunes uma exposição da biodiversidade zoobotânica do Amapá e a exposição itinerante do Iepa.

Dulcivânia Freitas