Sonora Brasil apresenta Egildo Vieira e conjunto

O Sesc Amapá estará realizando nos dias 25 e 26 a 2ª etapa do projeto Sonora Brasil Tradições Contemporâneas*, apresentando Egildo Vieira e Conjunto, com o concerto Nova Organologia, de Pernambuco.

Dia 25 a apresentação será em Mazagão, às 17h, no Sesc Ler ( Rua Veiga Cabral, 17)

Dia 26, no Salão de Eventos do Centro de Atividades Araxá, às 17:30.

Entrada franca nas duas apresentações.

O programa apresentará 12 ritmos que expressam o sentimento do compositor sobre seu povo. Nele estão embalados em notas e no modalismo peculiar as bandas de Pífanos, os Benitos e as Rezadeiras, as festas de terreiro e outras manifestações desaparecidas, mas já diluídas no modo de fazer música de Pernambuco. Sua forma varia de duas a três partes, com mudanças de andamento e modulações, que por serem instrumentais abrigam um espaço sutil para tratamentos musicais de origem acadêmica e sobretudo fundamentando a busca original de sonoridades advindas dos materiais que utiliza em sua pesquisa, como luthier.

Egildo Vieira começou tocando flauta de canudo de mamoeiro criada por seu pai Demésio Teixeira, clarinetista com quem iniciou os primeiros estudos de teoria e solfejo. Depois de alguns anos de estudo, aprofundando e reinventando o traço musical, foi convidado por Ariano Suassuna em 1972, a participar do Movimento Armorial em Recife - PE, onde constam vários registros de sua autoria. Teve experiência com a música escrita e as produzidas pelos cantadores, emboladores, cantadores de coco e rezadeiras. Amante da música brasileira chegou a criar vários conjuntos de choro, juntamente com o Canhoto da Paraíba, entre outros. Em Recife cursou a Escola de Belas Artes da UFPE e atualmente continua sua pesquisa sobre os pífanos nordestinos.

*Sonora Brasil é um projeto do Departamento Nacional do Sesc, que tem como objetivo difundir o desenvolvimento da música em todo o território nacional. São priorizados os grupos que trazem as raízes musicais brasileiras, com trabalhos de alta qualidade, mas sem espaço nos meios de comunicação tradicionais por estarem fora dos holofotes e interesses do mercado


Juliana Coutinho