"Zero voto" - nosso livro de causos

Uma roda de amigos à sombra da mangueira do ventilado quintal, uma garrafa de café, uma jarra de suco de maracujá geladinho e um bate-papo gostoso, descontraído e sem pressa. Ninguém olha o relógio, ninguém tem compromisso marcado para o resto da tarde.

Coisa boa é conversar sem pressa. Os assuntos são os mais variados.
Fala-se de carnaval, de literatura, das sextas-feiras na Confraria Tucuju, das coisas da cidade - as boas e ruins - e da política.

Cada um aciona sua bola de cristal e diz quem será o próximo prefeito, qual o percentual de renovação da Câmara de Macapá, quais serão os candidatos mais e menos votados.

E quando o assunto é eleição há muitos causos a serem contados. E aí a gente lembra do candidato que prometia construir um "apuródromo" talvez num "comitê interplanetário". Tem também a historinha do pai de um candidato que mandava descer cerveja e churrasco pra todo mundo festejando a vitória do seu rebento, pois acompanhando o resultado pelo rádio entendia que em cada urna seu filho tinha "cem votos" e, na verdade, era "sem votos", ou seja, zero voto.

De causo em causo vem a sugestão do grupo para que façamos um livro de bolso contando os causos da política, no estilo do "Sambou..." que lançamos no carnaval deste ano.

Sugestão aceita.
Escrevemos. O livro está pronto e será lançado nesta sexta-feira, 29, no Largo dos Inocentes (Confraria Tucuju) às 20 horas.

Alcinéa Cavalcante e Rostan Martins

Alcinéa Cavalcante
http://alcinea-cavalcante.blogspot.com