Educação indígena

Reforma de escolas possibilita melhoria na qualidade de ensino

A reforma de escolas localizadas em diferentes comunidades indígenas do município de Oiapoque possibilitará melhores condições físicas dos prédios e assim, garante acesso a uma educação de qualidade em locais seguros e apropriados. A medida faz parte de cinco requerimentos que o deputado estadual Carlos Keka Cantuária (PDT), deu entrada na Assembléia Legislativa (AL), solicitando providências do Poder Executivo.

Os requerimentos foram destinados às escolas estaduais Camilo Narciso, na comunidade Indígena Kumarumã; Yamawa, na Aldeia Pwaitket; Kamuywa, na Aldeia Kamuyma e João Teodoro Forte e São Sebastião do Açaizal, localizadas na Comunidade Indígena do Espírito Santo. “Todos esses estabelecimentos precisam de reforma urgente, e por isso, tomamos a iniciativa de solicitar ao governo, medidas emergências para sanar o problema”, disse Keka.

O deputado chamou a atenção para a quantidade de alunos que as escolas atendem. São 700 estudantes na Camilo Narciso, 55 na Yamawa, 50 na Kamuywa, 300 na João Teodoro Forte e 300 na São Sebastião do Açaizal. “São muitas crianças indígenas que necessitam de locais adequados para o estudo. As reformas não só trarão condições físicas, mais também possibilitará a perpetuidade da cultura indígena no Amapá para gerações futuras”, comentou o parlamentar.

O município

Oiapoque, localizado no limite fronteiriço do norte do país é a principal referência nacional quando o assunto é extremo: do Oiapoque ao Chuí. Com uma população estimada em 12.895 habitantes (IBGE, 2000) é uma importante área do ponto de vista da preservação cultural e ambiental. Atualmente existem três grandes reservas indígenas na região: Galibi, Juminã e a Uaçá, das etnias Galibi, Karipuna e Palikur, respectivamente.