Pesquisadores discutem ecossistemas costeiros

Durante seis dias, pesquisadores brasileiros e estrangeiros abordam temas ligados a Costa Amazônia

A conferência de abertura da oitava edição do Workshop Ecossistemas Costeiros e Amazônicos (Ecolab) ocorreu nesta segunda-feira, 06, às 19 horas no Museu Sacaca. Com uma programação que vai até o dia 12 de agosto, o Workshop vai discutir sobre os ecossistemas costeiros no contexto dos fenômenos globais. O Governo do Estado do Amapá, através do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) é parceira do encontro.

Este ano, o Amapá é sede do encontro que acontece a cada dois anos. É também no Estado que a Associação Ecolab Brasil instalou a sede oficial em 2004. O Encontro foi desenvolvido nos últimos 14 anos com a participação de pesquisadores da Amapá, Pará, Maranhão, e também conta com participações do Guiana Francesa, Suriname e Guiana.

Uma das preocupações de se discutir sobre as costas amazônicas, segundo Odete Silveira, pesquisadora da Universidade Federal do Pará (UFPA), se dá porque 70% da população mundial vive em zonas costeiras. “Com a troca de informações podemos viabilizar estudos e pesquisas que visam melhorar a utilização”, afirma.

O Workshop iniciou com a abordagem “Geoindicadores em zonas costeiras tropicais equatoriais e sua contribuição ao conhecimento das mudanças globais”, ministrada pela pesquisadora Lylian Coltrinari da Universidade de São Paulo.

Os outros dias foram divididos em sessões temáticas: na terça-feira, 07, o encontro trata da Estrutura e Funcionamento dos Ecossistemas Costeiros Amazônicos, que tem como objetivo apresentar e discutir trabalhos relacionados com o processo que influência na dinâmica dos ecossistemas costeiros, além do sensoriamento remoto e geoprocessamento aplicados à pesquisa e gestão do espaço costeiro, oferecendo troca de experiências entre os profissionais e a ampliação do conhecimento e da aplicação dessas tecnologias.

Na quarta-feira, 08, as discussões serão em torno da Biodiversidade da Região Costeira Amazônica: potencialidades e uso sustentável e a gestão de políticas públicas vão promover discussões sobre como utilizar recursos naturais sem causar danos, além da gestão em áreas de conservação costeira. Os assuntos serão discutidos através de painéis, mesas redondas e debates.

No último dia de palestras, quinta-feira, 9, a Diversidade Cultural na Costa Amazônica será discutida com o intuito de entender a dinâmica da ocupação humana ao longo da história. Também será discutida a cooperação internacional através do Ecolab, que verificará a continuação de pesquisas científicas e técnicas a respeito do ecossistema dos países envolvidos, principalmente Caiena da Guiana Francesa e Macapá no Brasil.

Dos dias 10 a 12 serão realizadas excussões a Foz do Rio Araguaia. O objetivo principal é congregar pesquisadores de forma interdisciplinar para, através de estudos fornecerem auxílio à gestão, formar recursos humanos e socializar a ciência e tecnologia.

Bruna Martins