MPE ouve testemunhas em caso de cooptação

Publicado em 10.09.2008 no JC Online

A investigação judicial sobre uma possível cooptação de servidores municipais da Secretaria de Educação para a campanha do prefeiturável João da Costa (PT) tem um novo capítulo hoje. Serão ouvidas as testemunhas solicitadas pela promotora Andréa Nunes, do Ministério Público Eleitoral (MPE), para depor sobre a utilização de computadores da secretaria para envio de mensagens convocatórias para eventos de promoção do candidato petista. Entre elas, a coordenadora do programa Escola Aberta, Elcyene Carvalho, peça-chave no processo.
Elcyene é a remetente da maioria das mensagens do grupo de discussão na internet que gerou a ação. O que a Justiça quer descobrir é se esses e-mails foram enviados de computadores de instalações da prefeitura, o que configuraria uso da máquina. Para Andréa Nunes, o fato de os recados serem enviados de chefes para subordinados caracterizaria “comportamento criminoso”.

As demais testemunhas são o professor Pedro Noé e a integrante do Fórum de Reforma Urbana Neunair Santos. Os três serão chamados individualmente para responder a perguntas do juiz da 8ª zona eleitoral, Nilson Nery, do MPE e dos advogados de defesa.

A audiência, marcada para as 15h, será no Cartório da 8ª Zona Eleitoral, no Forte das Cinco Pontas. Ela vai complementar a ouvida da última quinta-feira, quando foram inquiridas testemunhas em outro caso em que o PT é acusado de uso da máquina pelo MPE - o da revista do Orçamento Participativo.

O prefeito João Paulo e seu ex-secretário João da Costa se posicionaram por meio da defesa enviada ao juiz, por isso não participarão da audiência. A partir de hoje, o Ministério Público e os advogados de defesa têm três dias para as alegações finais. Na seqüência, Nilson Nery anuncia se vai arquivar o processo ou determinar a inelegibilidade dos dois petistas.