FANZENDO HISTÓRIA
Edição: 001 de 19 de setembro de 2007 (informativo do Centro Acadêmico de História).

FALTA DE PROFESSORES E DE SALAS: O CURSO DE HISTORIA CAI NO ESQUECIMENTO.

Todos os momentos em que sintetizam as experiências da luta e os esforços de reflexão sobre o principio da indissolubilidade entre o ensino, a pesquisa, extensão (o tripé base das universidades) e o valor da autonomia universitária são norteadores fundamentais para a construção da universidade pública. Para esses pilares básicos da educação pública de nível superior é preciso acrescentar outros que lhes são necessários e vitais: a democracia de funcionamento, gestão interna e a relação com a sociedade, que referendam sua independência e autonomia diante do poder organizado e que permita que a universidade exerça o seu papel no processo histórico brasileiro.
Entre os pressupostos necessários para uma universidade autônoma e democrática, está o financiamento público como responsabilidade do Estado. Onde não há autonomia sem sustentação financeira. A responsabilidade do Estado em relação à universidade está inscrita na constituição de 1988 como dever e obrigação com este ente que é o ápice do sistema educacional brasileiro. No entanto, na lógica orçamentária de utilização do dinheiro público a educação agoniza à priorização adotada pelo governo LULA de garantir os lucros ao setor financeiro (banqueiros e empresários).
Esse processo pode ser analisado pelo que passa hoje a UNIFAP, onde sua atual administração (TAVARE-CHELALA-SUPERTI) é mola propulsora deste processo, que tenta aplicar o REUNI (ver o Box abaixo), onde primeiro passo foi dado com a privatização do anfi-teatro, o vestibular 2008 aos moldes do REUNI e CESPE/UNB. Se falta investimento do governo, faltará estrutura para melhoria dos cursos da UNIFAP. Um dos exemplos é o curso de História que não têm laboratórios, sala de aula para os novos estudantes do curso que terão de utilizar salas do bloco de enfermagem, falta de acervo bibliográfico atualizado e quantidade suficiente, nem acesso direto ao acervo do campus, falta de professores titulares em disciplinas, falta de segurança e iluminação no bloco, falta de manutenção dos condicionadores de ar, entre outros problemas. Isso não é um fato isolado na UNIFAP, ou seja, todos os cursos caíram no esquecimento da atual administração TAVARES, principalmente os cursos de ciências humanas que passam por esse descaso. Por isso, uma pergunta surge: como a atual ADMINISTRAÇÃO da UNIFAP e um grupo de parlamentares querem implantar o curso de MEDICINA (menina dos olhos da reitoria e de políticos eleitoreiros)? Sabe-se que neste momento muitos cursos não têm a mínima estrutura para se desenvolvimento, e mesmo assim, eles querem implantar um curso que, de fato é necessário para a sociedade amapaense, deixando ao abandono os outros cursos.
Bom, se não há investimento nos cursos existente, como se manterá o curso de MEDICINA, que possui um alto custo, no futuro!. Que de fato desejamos que a universidade cresça, mais não leve os cursos existentes à forca. Esse debate, companheiros, é de grande importância para uma reflexão da atual situação de nossa UNIFAP. Sabemos que, só com muita luta e mobilização frente à reitoria TAVARES é que podemos mudar esse quadro.
VAMOS À LUTA!!!!

O que é o REUNI?
Reestruturação das Universidades Federais-REUNI uma verdadeira afronta à autonomia universitária, pois obriga as universidades a cumprirem com as metas estipuladas pelo governo, como um contrato de gestão entre MEC e as IFE'S, condicionando o financiamento das universidades ao cumprimento dessas metas. Na verdade esse projeto está balizado na fórmula mágica do projeto universidade nova, no que tange o aumento do número de alunos em relação ao número de professores, não ampliação do espaço físico das universidades, a questão crucial do financiamento e da própria autonomia universitária., o REUNI é parte da reforma universitária do governo federal, a ser implantada por decreto, que estabelece o aumento de quase 200% das matrículas e a elevação da ordem de 100% do número de ingressantes nas universidades, o que vai dobrar o número de estudantes sem a ampliação da estrutura física e de recursos humanos.

CINE CAHIS
No dia 21/09 irá ocorrer uma apresenta de um vídeo debate com o documentário: “A revolução não será televisiona”, mostra como se deram as articulações políticas e os bastidores do golpe de 22 de abril de 2002, impulsionado pela CIA e por um setor da classe dominante Venezuelana e das FFAA para derrubar o governo de Hugo Chávez na Venezuela. Retrata como o imperialismo ianque combate à chamada “Revolução Bolivariana” defendida por Chávez e como este foi recolocados novamente à frente do governo, hoje centro de tensão com os EUA. O documentário, por sua vez, releva a intervenção espontânea dos setores mais explorados do povo venezuelano e dos confrontos armados com a direita, apoiadora do golpe.
Logo depois ocorrera um debate sobre o poder da mídia influenciando os processos políticos e sociais da América Latina.
COMPAREÇA!!!!

ATOS CONTRA O AUMENTO DA TARIFA UMA LUTA CONTINUA!
No inicio do mês de agosto a PREFEITURA de comum acordo com o SETAP atacaram mais uma vez os estudantes e os trabalhadores com um aumento absurdo da tarifa de ônibus em Macapá.
O movimento estudantil - ME, juntamente com o DCE-UNIFAP, CA’S (CAHIS, CAENF, etc) não ficaram parados e convocaram os estudantes e os trabalhadores para lutar contra o infame aumento em atos que ocuparam ruas de Macapá com mais de MIL ESTUDANTES, que se tornou um marco histórico na luta contra o aumento da tarifa no município.
O M.E continua lutando via judicial e através de mobilizações para mostrar que a prefeitura de Macapá e os empresários do transporte coletivo urbano que a população esta cansada de usufruir ônibus sucateados e de pagar tarifas absurdas que não condizem com a realidade socioeconômica da classe trabalhadora e estudantil.
VAMOS À LUTA ESTUDANTES!!!!

TURMA 2007 DE HISTORIA BACHARELADO SEJAM BEM VINDOS.
No inicio do mês de setembro foram recebidos pelo centro acadêmico de historia a nova turma 2007 de bacharelado do curso.
O CAHIS conjuntamente com os estudantes do curso e o movimento estudantil parabenizam vocês por esse no estagio de suas vidas e que esta estada na UNIFAP sirva para a formação acadêmica, de vida e que contribuam e participem dos debates e a vida da universidade na luta que o movimento estudantil e suas entidades têm pela melhoria da qualidade de ensino, pesquisa e sua estrutura.
VIVAM À UNIVERSIDADE!!
“Não é a história que usa o homem para realizar os seus fins; ao contrário.. ela nada mais é do que a atividade do homem que persegue seus fins" Karl Marx.

“Vivemos hoje novas formas de vida, novos regimes precisam criar identidades que se adaptem a eles. Daí que é comum hoje governos e meios de comunicação inventarem um passado. Como dizia George Orwell, estamos em uma idade em que o presente controla o passado. Altera-se a História para servir aos interesses de alguns poucos grupos. Cito o exemplo da Índia e da Itália, cujas histórias estão sendo adaptadas aos sistemas de governos atuais. É vital o historiador lutar contra a mentira. O historiador não pode inventar nada, e sim revelar o passado que controla o presente às ocultas”. (Eric Hobsbawm).

II CALDEIRÃO UNIVERSITÁRIO: RITMOS, DEBATES E CULTURA.
Entrevista com os organizadores do II Caldeirão Universitário.
• O que é o caldeirão universitário?
Organização: E um projeto que visa incentivar a produção cientifica e cultural dentro da UNIFAP sendo que não há nenhum incentivo por parte da universidade.
• Como foi o I caldeirão?
Organização: Foi excelente os estudantes da UNIFAP participaram em peso no I caldeirão.
• No I caldeirão teve o objetivo de ajudar uma instituição que estava passando por necessidades e este ano?
Organização: Esse ano além de incentivar a produção cientifica também tem a necessidade de fomentar os debates do curso de Historia e da UNIFAP.
• Qual o tema do caldeirão este ano?
Organização: Não existe um tema especifico na realidade irão ser trabalhados os temas voltados ao curso de Historia. Os debates serão voltados para a Amazônia como por exemplo: Os grandes projetos e a conservação do patrimônio Histórico. Vai rolar ainda no caldeirão mini-cursos, apresentação de trabalhos (comunicação coordenada), conferencias e uma programação diversificada.
• Quem quiser participar?
Organização: Para quem quiser apresentar trabalhos as inscrições começarão no dia 24/09 ate 08/10 e será cobrada uma taxa de R$ 4,00 e para os estudantes que quiserem curti os debates e mini-cursos será cobrada a taxa de R$ 3,00 e receberá um certificado de 30 horas
• Quando vai ocorrer?
Organização: Nos dias 25,26,27 de outubro
Então fica o convite para a galera da unifap e do curso de historia prestigia o II caldeirão universitário e fica ligado nos debates e nas bandas que vão tocar no ultimo dia.
PARTICIPEM!!!!!