Superfaturamento da merenda escolar é denunciado ao MPE

Macapá, 19/9/2007 - O deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB), através do oficio nº. 066/2007, deu ciência ao procurador-geral de justiça do Amapá, Márcio Augusto Alves, do Ministério Público Estadual (MPE), e pediu providências sobre denúncia que fez na Assembléia Legislativa no último dia 12 a respeito de superfaturamento na compra de alimentos destinados à merenda escolar pela Secretaria de Educação.

Na manhã desta terça-feira, 18, o socialista em audiência com o procvurador mostrou as provas do superfaturamento, e também demonstrou que o Governo Waldez, além de superfaturar os alimentos, está comprando produtos de baixa qualidade, como é o caso da bolacha cream cracker, marca Trigolino. Enquanto que o preço de mercado deste produto em três supermercados de Macapá varia entre R$ 1,31 e R$ 1,59, o mesmo produto foi comprado pelo governo com o valor três vezes superior: R$ 4,96.

Este e outros produtos foram adquiridos junto a empresa CR Distribuidora representante em Belém - PA das mercadorias da indústria alimentícia Sustentare que é sediada no município de Campinas - SP. Esse fato causou estranheza ao parlamentar do PSB que disse na Assembléia Legislativa que “estes produtos, assim como os demais, deveriam ser comprados no Amapá, pois, além de garantir a geração de trabalho e renda dos comerciantes e agricultores a alimentação dos estudantes seria feita com produtos frescos e naturais e não com vitamina de frutas em pó. Não há como o governo justificar esta prática indecente que vem cometendo às crianças e adolescentes do Amapá”, concluiu o deputado em pronunciamento na AL.

Após as explicações dadas sobre a metodologia para comprovar o superfaturamento, Camilo Capiberibe entregou todas as provas juntadas na denúncia com a comparação feita dos produtos encontrados nos supermercados de Macapá com os valores constantes da tabela de empenhos da SEED. O procurador disse ao deputado socialista que vai encaminhar a denúncia, após a leitura do conteúdo dos ofícios, à Promotoria do Patrimônio Público, na pessoa do promotor Adauto Barbosa, para que seja feita uma investigação detalhada.

Raul Mareco