Assembléia endossa proposta do setor de infra-estrutura

A audiência pública realizada nessa quinta-feira, 20, na Assembléia Legislativa, para mostrar a insatisfação dos funcionários do setor de infra-estrutura do Governo do Estado, propôs a elaboração de um anteprojeto sugerindo ao Executivo estadual a criação de um plano de valorização da categoria. O estudo deverá propor além de melhorias salariais a atualização científica e tecnológica dos profissionais e garantias trabalhistas.

A próxima reunião marcada para terça-feira, 24 de setembro, irá juntar técnicos da secretaria legislativa da AL e de órgão oficiais e não governamentais da área para formularem um modelo de documento/proposta para ser encaminhado ao governador Waldez Góes, com quem a categoria deverá iniciar as negociações ainda este mês.

Um dos autores da audiência, deputado estadual Ruy Smith (PSB), disse que até o final de 2007 pretende estar com projeto finalizado. “Ou estaremos entregando-o ao governador ou poderemos estar recebendo dele o projeto já sancionado”, imaginou.

Não é remota a possibilidade do prazo entendido pelos parlamentares se concretizar. O presidente da Assembléia, deputado Jorge Amanajás (PSDB), endossou o esforço. Da Tribuna da Casa ele disse que vai criar condições para Assembléia intermediar o assunto junto ao governador Waldez e para isso vai dispor da boa relação que possui junto ao Executivo. “Esse é um assunto importante porque vai permitir que muitos profissionais retomarem suas profissões e/ou evoluírem tecnologicamente”, lembrou Amanajás. Ele é um dos quatro deputados que compõe a bancada de infra-estrutura da AL. Os outros são os deputados Ruy Smith, Jorge Salomão (DEM) e Joel Banha (PT). Ambos assinaram o pedido de audiência pública para discutir cargos e salários dos servidores da área.

A proposta também foi endossada pelo líder do Governo na AL, deputado Roberto Góes (PDT). Ele informou na ocasião também se empenhar para resolver o assunto. Lembrou ainda que o governador Waldez Góes já deu sinais de que está disposto a criar soluções para a categoria. Segundo ele. Waldez já havia tocado no assunto em 2006.

Hoje a média salarial de um engenheiro do governo estadual é de R$ 1,600. Um técnico do setor ganha em média R$ 800. Para o presidente do Crea-Ap (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), Luiz Alberto Freitas Pereira, é fundamental discutir salários da categoria para evitar que o Estado percas seus profissionais para iniciativa privada. “Muito se licenciaram e fugiram para empresar particulares porque o salário no Estado é muito baixo”, disse ele, lembrando que somente o Governo pode resolver essa situação.

Fernando França