Governo demite merendeiras
com salários atrasados

Trinta merendeiras que dedicam seu trabalho em complexos esportivos administrados pela Secretaria de Desporto e Lazer (SEDEL, gerida por Hildo Fonseca) do Governo do Estado, como o Centro Rosa Ataíde, do Ginásio Avertino Ramos, a piscina da Praça Chico Noé, no bairro Pacoval e o Ginásio Paulo Conrado, além de terem seus salários atrasados em quatro meses, foram demitidas pela Secretaria.

O fato foi denunciado ao deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB) nesta terça-feira, 18, que, em discurso contra a decisão, defendeu a classe, ao mesmo tempo recordando o nepotismo do governo Waldez Góes (PDT) e do pagamento em valores astronômicos à empresas de comunicação que funcionam como sua “base de apoio” na mídia amapaense, sempre questionando a falta de capacidade de sanar sua dívida com as trabalhadoras.

“Que espécie de governo é este que acaba com o emprego das merendeiras e consequentemente tira da boca de crianças e adolescentes a merenda escolar? O mesmo governador Waldez que nomeou 69 parentes seus a um custo anual superior a R$ 2 milhões, paga ao senador Gilvam Borges (PMDB, dono do Sistema Beija-Flor de Comunicação) R$ 300 mil para comprar o silêncio daquele veículo de comunicação. É este mesmo governador Waldez que diz não ter dinheiro para distribuir merenda escolar para as crianças e pagar o salário das merendeiras. Como isto é possível?”.

O socialista continuou sua crítica enfatizando que “não há justificativa para uma atitude que não privilegia o emprego das classes que mais necessitam. Quem estenderá as mãos para as senhoras que me procuraram? Quem merece mais atenção? O senador Gilvam, com seus R$ 300 mil, ou as merendeiras que estão agora desempregadas? O senhor Waldez Góes precisa rever sua posição imediatamente, pois foi eleito para amparar o povo amapaense”. Para finalizar, o deputado do PSB garantiu às merendeiras que “vamos lutar para que isso seja revertido”.

Raul Mareco