Rio Branco sedia I Feira Panamazônia

Maracimoni Oliveira

Quarta-feira, 26, às 19 horas, um bonito desfile com de roupas com artefatos de borracha, algodão e sementes vai abrir, no Horto Florestal, a programação da Panamazônia, a I feira internacional da Amazônia que promete ser referência para o Brasil e o mundo como o maior evento reunindo experiências de economia solidária e sustentável da região.

Pela estrutura em torno dá para ter noção do que vai acontecer durante os cinco dias da Panamazônia, que vai até domingo 30. São mais de 100 pessoas trabalhando na organização que envolve cerca de 20 parceiros com a Prefeitura de Rio Branco.

As malocas e os espaços que vão abrigar exposições de produtos de nove estados da Amazônia Legal e de sete países (Peru, Bolívia, Chile, Equador, Colômbia, Uruguai e Venezuela), recebem os últimos retoques e detalhes valorizando a cultura e a matéria-prima da Amazônia. O coordenador Paulo Sérgio Brãna Muniz está otimista. Ele acredita que a previsão de 250 expositores será ultrapassada e chegará a 300, e que 50 mil visitantes passarão pela feira. Até o Itamaraty já confirmou participação, com possibilidade da presença o ministro Celso Amorim. Outras autoridades nacionais também são aguardadas, como o ministro do Trabalho Pedro Lupi e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

A Panamazônia vai oferecer a maior diversidade de experiências sustentáveis já vista num único espaço. A intenção é abrir profunda discussão para traçar os rumos da economia na Amazônia. Por isso, durante a parte do dia ocorrerão seminários e palestras sobre temas de preocupação mundial, entre eles água, energia e meio ambiente.

A partir das 17 horas será iniciada a programação cultural. A população de Rio Branco e quem vier participar terá a oportunidade de conhecer as tradições culturais de toda a região amazônica, nacional e internacional, pois todos os dias terão apresentações ao vivo. Alceu Valença, Chico César ou Los Porongas poderão ser atração da feira. A coordenação está contatando os três para fechar com um deles. Na abertura também haverá uma surpresa que os organizadores guardam a sete chaves.

-Queremos mostrar a maior diversidade possível, que as comunidades da Amazônia possam oferecer ao público tudo que é inovador. E o que vamos discutir aqui será de importância para o mundo, afirma Paulo Sérgio Brãna.

O coordenador confirma também a presença do economista Paul Singer como um dos palestrantes do seminário latino americano de desenvolvimento sustentável, dia 27, no auditório da escola Armando Nogueira. A programação durante o dia será em locais variados.

Na I Panamazônia o Acre vai ter destaque não somente por ser o lugar de onde nasceu a idéia e por ser o anfitrião, mas também porque será o estado com maior número de expositores. São 120, reunindo experiências de todos os municípios.

No encerramento, dia 30, o ator Victor Fasano fará a leitura da carta “Amazônia para Sempre”, documento feito pelos artistas da minissérie Amazônia - de Galvez a Chico Mendes, no qual eles pedem para salvar a região do desmatamento descontrolado. Na seqüência será lida a Carta do Acre, documento que será feito durante as discussões com todos os representantes dos países e estados da Amazônia.

-Essa é a feira da Floresta e da economia solidária porque, se queremos manter nosso ecossistema, o lugar onde a gente vive, esse espaço rico, é preciso que todos trabalhem os valores da economia solidária, a união, o cooperativismo e a solidariedade entre as comunidades que nele habitam, diz Brãna Muniz.