Nelson Jobim agravou o apagão aéreo e
Desafiou os militares

Hélio Fernandes (TI)

O desgaste do ministro da Defesa, Nelson Jobim, com episódio que vem sendo comentadíssimo, não apenas no Exército mas em todas os setores das Forças Armadas, pois afinal ele é ministro da Defesa, e não apenas do Exército.

Nelson Jobim atuou da mesma forma como atuara na Constituinte, fraudando a Constituição e confessando publicamente o fato inacreditável. Segundo ele mesmo, era o "crime perfeito", seu ego delirante não permitia cometer esse "crime perfeito", e ninguém saber que o autor era ele.

Tudo esquecido (?), foi escolhido para o mais alto Tribunal do Brasil (o Supremo), fraudando o bom senso, o equilíbrio, e a Constituição, que exigiam "NOTÁVEL SABER JURÍDICO E ILIBIDA REPUTAÇÃO", coisa que nunca teve. Foi aprovado pelo Senado, que ratificava tudo que viesse do Executivo. Aprovou Nelson Jobim, e agora paga por essa imprudência.

Estabelecido ou estabelecida essa circunstância, contemos o fato de agora, de hoje, do momento, que deveria provocar a imediata demissão de Nelson Jobim. Isso aconteceria nos EUA, sem qualquer protelação.

1 - O general de 4 Estrelas, Santa Rosa, do gabinete do ministro da Defesa, brilhantíssimo e respeitado, inesperadamente foi demitido pelo ministro da Defesa. A repercusão foi a pior possível, pois não houve qualquer explicação, o general Santa Rosa foi simplesmente afastado, transferido.

2 - Não houve a menor razão, o general Santa Rosa, dos mais moços, ainda tem 2 ou 3 anos na ativa como general de 4 Estrelas e tem também 2 ou 3 anos como oficial general. Foi devolvido ao comando do Exército, não há vaga para ele no momento. É lógico que nos próximos dias, semanas ou talvez meses, ele estará em outro comando privativo de general 4 Estrelas.

3 - Como é hábito do confuso e arbitrário Nelson Jobim, ele nomeou para assessor especial do Ministério da Defesa o general de 4 Estrelas Barros Moreira. Essa nomeação foi recebida com estranheza, protesto, até indignação, por toda a comunidade militar.

4 - O general Barros Moreira era comandante da ESG. Sem comunicar a ninguém, sem pedir autorização, apenas por vontade própria, convidou João Pedro Stedile para fazer conferência na Escola Superior. A repercussão foi a pior possível, os oficiais mais importantes não compareceram, repudiaram a decisão do general Barros Moreira. A repercussão foi tão grande que ele foi logo exonerado.

O cargo de comandante da ESG não é dos mais cobiçados, o general comandado para esse cargo, agrega. Barros Moreira foi então para o gabinete do ministro Nelson Jobim, "encostado", mas sempre chamado pelo ministro "para aconselhá-lo". Agora foi efetivado, o general Santa Rosa, afastado e transferido.

PS - Cada vez mais insustentável a posição de Nelson Jobim. Não se sabe quanto tempo ele ficará como ministro da Defesa.

PS 2 - A verdade: não resolveu os problemas do apagão aéreo, e está completamente desgastado com os militares. Quando for demitido, assim que Lula compreender o equívoco que cometeu, haverá festa completa. Com civis e militares festejando a demissão de quem jamais deveria ter sido nomeado.