Papaléo condena a prática de grampos ilegais

O senador Papaléo Paes (PSDB/AP) condenou a tentativa de desmoralizar os poderes Legislativo e Judiciário através de grampos telefônicos ilegais. A afirmação repercute matéria publicada pela revista “Veja” desta semana, que apresenta uma conversa gravada entre o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM/GO), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia.

Papaléo entende que o Poder Executivo é o responsável pela campanha para desacreditar os outros poderes da República e que esta ação fere frontalmente o Estado Democrático de Direito. Ele cobra também uma atuação mais efetiva do Governo Federal.
- Não interessa se é a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) ou se é a Polícia Federal. Os limites dessas instituições são as leis. Se as leis não estão sendo cumpridas, devemos cobrar responsabilidades. É uma questão de comando, de autoridade do Ministro da Justiça e do Presidente Lula - afirmou Papaléo.

Escalpelamento

Papaléo também saudou a aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados, do projeto de lei (PL 1.883/07) do deputado e ex-senador Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) que cria o Dia Nacional de Combate e Prevenção ao Escalpelamento. O escalpelamento, explicou, é o arrancamento brusco, parcial ou total, do couro cabeludo. Trata-se de um tipo de acidente muito comum na região Norte.

O parlamentar, que também é médico, lembrou que o transporte fluvial na região amazônica muitas vezes é feito em embarcações precárias, que não contam com proteção para os eixos dos motores ou hélices. As vítimas têm seus cabelos arrancados quando se aproximam desses eixos ou hélices.
- A forte rotação ininterrupta do motor enrola os cabelos em torno do eixo e arranca todo ou parte do escalpo, orelhas, sobrancelhas, uma enorme parte da pele do rosto, do pescoço e, nos homens, chega até a arrancar os órgãos genitais - afirmou.

O senador informou que ano passado foi realizada a primeira audiência pública sobre escalpelamento na Amazônia e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva instituiu neste ano o primeiro grupo de trabalho do governo federal para unir ações em prol do problema

Papaléo Paes afirmou ainda que o 45º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, a ser realizado em Brasília ainda este ano, é uma boa oportunidade para discutir o problema. Ele também defendeu maior assistência às vítimas de escalpelamento, como oferecimento de cirurgias reparadoras, acesso à seguridade social e garantia dos direitos trabalhistas.

 

Com informações do Gabinete do Senador e da Agência Senado