Grito dos Excluídos e Plebiscito Popular mobilizam movimentos sociais no Amapá

Pastorais sociais, paróquias, movimentos e comunidades eclesiais de base da Diocese de Macapá em conjunto com a Cut, Conlutas, Sindicatos dos servidores federias e urbanitários, Comitê Acorda Amapá, entre outras organizações sociais, estão mobilizadas para realizar a 13ª. Edição do Grito dos Excluídos em Macapá, no dia 7 de setembro, este ano com o tema "Isso não vale! Queremos participação no destino da Nação".

A programação do Grito em Macapá começa às 8 horas, com a concentração em frente ao Santuário de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A caminhada irá percorrer ruas e avenidas dos bairros Cidade Nova, Jandiá, Orla do rio Amazonas e chegada na quadra em frente ao Santuário do bairro Perpétuo Socorro, onde ocorre a programação cultural acompanhada de um lanche.

No decorrer da caminhada os participantes apresentarão faixas, cartazes, palavras de ordem, protestos, cantos populares, reflexões bíblicas. Durante a manifestação serão feitas paradas para lembrar situações de marginalização em que vive nosso povo. Outros assuntos serão lembrados, como as questões levantadas pela Campanha da Fraternidade sobre a Amazônia e problemas locais; a reforma da previdência que pretende retirar direitos das trabalhadoras e trabalhadores; as altas tarifas de energia elétrica e o pagamento dos juros da dívida às custas do investimento público.

Há mais de um mês a articulação do Grito dos Excluídos no Amapá vem reunindo e trabalhando na divulgação, organização e preparação do material da manifestação, que além da Capital mobiliza também outros municípios que sempre realizam o Grito, como Laranjal do Jarí, Oiapoque, Santana, Vitória e Afuá.

PLEBISCITO POPULAR - A VALE É NOSSA

Na semana que antecede o Grito, de 1 a 7 de setembro, em todo o Brasil, está sendo realizado o Plebiscito Popular sobre o pedido de anulação do leilão de privatização da Companhia Vale do Rio Doce, vendida há 10 anos. Em Macapá e outros municípios amapaenses centenas de postos em sindicatos, universidades, paróquias, associações, escolas e praças estão coletando assinaturas.

O abaixo-assinado apresenta duas afirmações: 1- ISSO NÃO VALE! A Companhia vale do Ri Doce foi dada de graça por R$ 3,3 bilhões. Esta quantia é menor do que a Companhia tem de lucro a cada três meses. Só em 2005 seu lucro foi e 12,5 bilhões de reais. 2. ISSO SIM VALE! Várias ações populares questionaram judicialmente o processo de Licitação da Vale. Nós também concordamos com Movimentos sociais, Pastorais e Centrais sindicais que reunidos em Brasília aprovaram a grande batalha do Plebiscito Popular pela Anulação do leilão da Vale. Outras informações no site www.avaleenossa.org.br

(Oscar Filho - Pastoral da Comunicação)