Banco do Povo festeja
dois anos de sucessos


No sábado, 07, na sede da Associação dos Vigienses Radicados no Amapá (Avra) Agência de Fomento do Amapá (Afap), reuniu funcionários clientes e amigos para festejar o segundo aniversário de fundação. Dentro da programação, o terceiro encontro amapaense de crédito popular e o lançamento do livro Banco dos Sonhos – uma síntese de relatos de financiados que tiveram suas vidas transformadas com a ajuda do Banco do Povo.

A instituição tinha motivos de sobra para comemorar. Com R$ 10,1 milhões de investimentos e mais de quatro mil microcréditos realizados, gerando oito mil empregos em todo o Estado nesses dois anos, a Afap anunciava a posição de destaque no ranking das agências que trabalham com esse sistema no Brasil. “Nenhuma instituição trabalha com um número de microcrédito tão alto”, revelava o diretor-presidente Sávio Peres. Fazendo parte da mesa das autoridades, o deputado estadual Randolfe Rodrigues (PT), a diretora-presidente do Centro de Formações e Recursos Humanos (Ceforh), Rita Andréa, e também o grande responsável pela criação e pelo funcionamento da instituição, o ex-governador João Alberto Rodrigues Capiberibe.

No livro Banco dos Sonhos, lançado na festa de aniversário, há um texto assinado pelo ex-governador, onde ele diz: “O dinheiro que está dentro da Afap é criteriosamente emprestado àqueles que querem ajudar a construir o Amapá. O dinheiro não vai para as mãos daqueles que nunca moveram uma palha em função do desenvolvimento desse Estado. O dinheiro vai para as mãos (referindo-se a alguns nomes de financiados) da dona Marilda, dona Conceição, seu José Maria, e de milhares e milhares de homens e mulheres anônimas que constroem a economia desse Estado, que constroem a história dessa sociedade”.

A Afap tem como codinome “Banco do Povo”, exatamente por atender os que estão à margem do processo, ou seja, a população mais pobre. Os bancos de fomentos editados no Brasil também nasceram da idéia revolucionária de Mohammad Yunus, um sábio professor de economia e humanista de Bangladesh, que resolvera emprestar dinheiro aos pobres, daquele que é um dos mais miseráveis e sofridos países da Ásia. A origem dessa história encontra-se também no livro lançado na noite de aniversário da Afap.

Outra revelação feita pelo diretor Sávio Peres foi quanto ao índice de inadimplência da Afap, que é de apenas 2%. “Os pobres são sempre mais honestos”, dizia um desconhecido no meio da multidão na sede da Avra. O deputado Randolfe Rodrigues que, em seu discurso, elogiava os principais diretores “Sávio, Clécio e Chico – três visionários que acreditaram no futuro da Afap”, por outro lado, fez contundente crítica a outros três, estes, segundo o deputado petista, devedores do Banco do Amapá: “Os mesmos senadores que orquestraram o golpe do Banap”. O deputado disse também, a propósito dos oportunistas que andam falando em “novo tempo”, em razão da professora Dalva ter assumido o Executivo, que “o novo que eles querem é o velho que já sepultamos há muito tempo”. A diretoria da agência distribuiu troféus de honraria para alguns empreendedores e autoridades locais.

Depois a festa varou a madrugada, com Simãozinho Sonhador, um dos mais festivos parceiros da Afap, poetando: “Se não fosse este banco amigo / Estava tudo na mão / Porque estes outros bancos / Só financiam barão...


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.