Comissão Brasil-França
define construção da
ponte sobre o Oiapoque

Será realizada nos dias 09 e 10 de maio, em Brasília, a primeira reunião da Comissão Bilateral Brasil-França que discute questões referentes à construção da ponte sobre o Rio Oiapoque, na fronteira do Amapá, que unirá as malhas viárias das Guianas e do Brasil. A comissão vai estabelecer as responsabilidades sobre a elaboração definitiva do projeto, abertura de licitação internacional para posterior execução da obra. A conexão rodoviária deverá estar concluída até 2005, trazendo benefícios de infra-estrutura essencial para o desenvolvimento dos dois países.

A ponte terá cerca de 400 metros, mas não há ainda estimativas de custos. A estrada que liga Caiena à fronteira já está concluída, faltando parte da pavimentação asfáltica e a construção de uma ponte sobre Regina, mas a França promete entregar a obra até 2004. Do lado brasileiro, de Macapá ao futuro local da ponte, há 400 km de estrada a ser pavimentada, segundo informou o engenheiro Edson Valente, da Secretaria de Estado dos Transportes (Setrap), que é membro da comissão para construção da ponte.

A Comissão Bilateral Brasil-França contará com as presenças do chefe da delegação brasileira, o embaixador Marcelo Jardim, Diretor Geral do Departamento da Europa I, e Antoine Karam, Presidente da Região da Guiana, e demais autoridades brasileiras e francesas.

Este encontro é resultado da III Reunião Franco-Brasileira de Cooperação Transfronteiriça, que aconteceu no final de janeiro, em Macapá. O aprofundamento da cooperação foi decidido pelos presidentes Fernando Henrique Cardoso e Jacques Chirac, em encontro na região de fronteira, em 1997, e o acordo para a construção da ponte foi assinado em Brasília, durante visita do Primeiro-Ministro Lionel Jospin, em abril do ano 2001.

A expectativa é de repercussão positiva no dia-a-dia das populações das duas regiões. Atualmente, a comunidade brasileira na Guiana Francesa representa, oficialmente, cerca de 15 mil pessoas, que trabalham principalmente nos setores aurífero e de construção daquele país.

CARLOS DE JESUS


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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.