Farsa armada pelo grupo Sarnbey
contra Jackson Lago
começa a ser desmontada na Justiça

Jornal Pequeno

O processo montado pelo grupo Sarney, para tentar cassar o mandato do governador Jackson Lago (PDT), está sendo contestado na Justiça com provas irrefutáveis. Já há documentos que comprovam que o ex-senador Francisco Escórcio e o advogado Heli Dourado estiveram no interior do Maranhão, logo após as eleições de 2006, e conseguiram induzir lavradores a prestar depoimentos com a acusação de que recursos públicos - que teriam de ser aplicados em parceria com entidades comunitárias - teriam sido desviados para favorecer a campanha política do então candidato da Frente de Libertação do Maranhão.

Trabalhadores rurais que figuram no processo como testemunhas de acusação foram localizados e identificados por uma equipe de reportagem da revista “IstoÉ” que, no mês de outubro de 2007, divulgou matéria sobre o assunto, mostrando a conexão feita por Chiquinho Escórcio com os advogados goianos, encarregados de fazer um serviço de arapongagem supostamente para atender a interesses do presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, que luta com unhas e dentes para tentar salvar o mandato.

Da mesma forma que repórteres da “IstoÉ”, advogados que fazem a defesa do governador Jackson Lago, na ação que corre na Justiça Eleitoral, conseguiram localizar e identificar os lavradores “arregimentados” por Chiquinho Escórcio. Eles prestaram depoimentos assegurando que não sabiam o que estavam assinando, quando foram abordados por Escórcio e Heli Dourado, no ano passado, época em que que tentavam reunir material que pudesse incriminar o governador maranhense.

No ano passado, Chiquinho Escórcio, no afã de tentar se livrar da acusação de comandar um esquema de espionagem contra os senadores goianos Demóstenes Torres (DEM) e Marconi Perillo (PSDB), acabou confessando à revista “IstoÉ” que também “garimpava” material para ser usado contra o governador Jackson Lago.

Escórcio admitiu na época que o advogado Heli Dourado e seu sócio Wilson Azevedo haviam sido encarregados de reunir provas no processo aberto para cassar o mandato do governador Jackson Lago. Segundo Escórcio, os dois advogados teriam sido contratados “por um grupo” do PMDB em outubro de 2006.

Os advogados responsáveis pela defesa do governador Jackson Lago garantem que as “provas” produzidas por Chiquinho Escórcio e alguns de seus colaboradores não se sustentam à luz da verdade. Para os advogados, o processo montado pelo grupo Sarney para tentar cassar o governador Jackson Lago está definitivamente desclassificado, porque foram usadas chantagens, ameaças e subornos com o intuito de produzir o que supostamente seriam provas de abuso de poder político e econômico.