Deputado Davi pede campanha contra a malária

Brasília, 18 de outubro de 2007 - O deputado federal Davi Alcolumbre (Democratas/AP) sugeriu ao Ministério da Saúde a realização de campanha informativa sobre a Malária no Amapá. A articulação foi motivada pelo aumento na incidência da doença.

De acordo com dados da Secretária de Vigilância Epidemiológica, do Ministério da Saúde, de janeiro até o mês de setembro foram realizados cerca de 57 mil exames de sangue em todo o estado, desses mais de 11 mil acusaram positivos, resultando em 200 internações. “Esse índice é alto e perigoso para qualquer estado da federação que carece de atendimento mínimo na rede pública de saúde”, disse Davi Alcolumbre.

Para o deputado, o combate à malária deve partir de uma ação conjunta entre o Governo Federal e o estadual, com ações de saneamento básico e drenagem urbana em todos os municípios. “Enquanto isso não acontecer a malária avança nas áreas periféricas”, ressalta.

No Brasil, em todo o ano passado, 547,1 mil pessoas tiveram malária no país, sendo que 99,7% dos casos são moradores da Amazônia. De janeiro a agosto deste ano, a Secretaria de Vigilância em Saúde já registrou 310 mil casos da doença. O maior problema é a sub-notificação. Estima-se que o número de casos seja o triplo porque, nas localidades mais distantes da Amazônia, as pessoas pegam malária e não vão ao posto de saúde.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a malária afeta cerca de meio milhão de pessoas em todo o mundo por ano, matando 2 milhões. É a principal parasitose tropical e uma das mais freqüentes causas de morte em crianças. Pelos dados da OMS, essa doença mata uma criança africana a cada 30 segundos.


Vanessa Simas Figueiredo