Policiais federais cruzam os braços em apoio à greve dos funcionários administrativos

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Policiais federais de 16 estados e do Distrito Federal decidiram hoje (18) cruzar os braços por 24 horas em apoio à greve dos servidores do Plano Especial de Cargos (pessoal administrativo).

De acordo com informações da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), além do Distrito Federal, estão paradas as unidades de Rondônia, Pernambuco, Paraíba, Amapá, Mato Grosso, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Ceará, Sergipe, Minas Gerais, Pará e Rio Grande do Sul. Mato Grosso do Sul decidiu parar por duas horas. Espírito Santo e Tocantins não aderiram.

Desde o dia 25 de setembro, os servidores administrativos paralisaram as atividades depois de terem frustradas as negociações com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. A categoria pede a estruturação do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal no setor administrativo e fim da terceirização com a abertura de 3 mil vagas através de concurso público.

"Agora, em janeiro, o governo está terceirizando 300 novos servidores. Isso é preocupante. Se desvia policiais de função", disse a presidente do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Nacional de Carreira da Polícia Federal (SinpecPF), Hélia Cassemiro.

Segundo ela, a Polícia Federal emprega cerca de 3,5 mil servidores administrativos. Dados do Sinpecpf mostram que, atualmente, o salário inicial de um servidor administrativo com nível superior é de R$ 2,1 mil, enquanto um agente ganha aproximadamente R$ 7 mil e um delegado, R$ 13 mil.

A Polícia Federal não se manifestou sobre o assunto.