Estudantes visitam experimentos da Embrapa Amapá

Cerca de 80 estudantes de escolas públicas visitarão o Campo Experimental da Fazendinha, da Embrapa Amapá, na manhã desta terça-feira, 2. O Dia de Campo faz parte da programação "Portas Abertas" da III Semana Amapaense de Ciência e Tecnologia, evento que acontece de 1 a 5 de outubro e tem coordenação da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Setec)envolvendo diversos parceiros.

No campo da Embrapa Amapá, os alunos serão recepcionados pela técnica da área de transferência de tecnologias da empresa, Joana D’Arc Queiroz, e operários de campo. Ela vai explicar como funciona o sistema Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária(Embrapa). Em seguida, os alunos conhecerão o viveiro de mudas, um modelo que já serviu de referência para instalação de vários viveiros de mudas frutíferas instalados no Amapá. O engenheiro agrônomo Edyr Batista vai falar sobre a importância dos estudos científicos e experimentos que a Embrapa Amapá faz para se produzir uma muda de boa qualidade, que possa ser recomendada aos agricultores.

Os clones de cupuaçuzeiros tolerantes à vassoura-de-bruxa (praga que ataca esta planta), que estão numa área de irrigação, também serão visitados pelos estudantes. Os experimentos de bananeiras resistentes à Sigatoka negra também fazem parte da programação da visita. Os alunos vão saborear suco de cupauçu do campo da Embrapa Amapá e receberão exemplares da
cartilha ilustrada “Uma amiga chamada Embrapa”, produzida pela Assessoria de Comunicação da Embrapa Sede, localizada em Brasília.

A Embrapa é vinculada ao Ministério da Agricultura. Faz pesquisa agropecuária, que é o estudo da natureza, das plantas e dos animais; melhora a qualidade das sementes e das mudas; ajuda o agricultor a produzir frutas e legumes com menos agrotóxicos; desenvolve práticas para melhorar a forma de conservação dos alimentos enlatados e se preocupa com o meio ambiente.

A empresa tem 34 anos e é estratégica para o Brasil, com suas 37 unidades de pesquisas em quase todos os estados brasileiros e três unidades de serviços. Uma das unidades de pesquisa é a Embrapa Amapá, funciona há 27 anos e pesquisa melhoramento genético do açaí, desenvolve manejo de açaizais nativos para aumentar a produção de frutos, faz pesquisa com cipó-titica (abundante no Amapá), com feijão-caupi, realiza estudos sócio-econômicos do setor agrícola, pesquisa o potencial de diversas plantas nativas para produção de biocombustível, desenvolve atividades junto com o Rurap - órgão de extensão rural do Amapá, e transfere tecnologia para as escolas famílias rurais, entre várias outras atividades.

Dulcivânia Freitas