A injustiça contra Sandro Gallazzi

Caros Amig@s,

Gostaria de que me permitissem fazer uma defesa de Sandro Gallazzi sobre o caso MMX. É que realmente tenho ficado preocupado com o resultado que isso tem tido nas pessoas que ainda acreditam na justiça e na ética. Há um certo "ar" de decepção e desesperança nas pessoas de que haja realmente lutadores incorruptíveis nas questões ambientais.

Primeiro, elogio a atuação do MPF e do MPEA, sob a condução dos promotores Fernando Aguiar e Ivana Cei, sobre os temas ambientais nesse último período. Em segundo lugar, quero afirmar que ainda acredito na pessoa de Sandro Gallazi e na sua luta em defesa dos interesses do povo do Amapá. Pois mesmo o conhecendo de longe, sou conhecedor de seu tesmunho e lagado ético, tanto pela sua atuação quanto pela referências que sempre lhe dão, que são as melhores possíveis.

Sobre o caso quero dizer que Ministério Público deve realmente investigar os processos de licenciamento ambiental no Estado e continuar com as medidas punitivas adotadas com relação às empresas que não respeitam a legislação pertinente nas questões ambientais.

Quanto a Sandro Gallazzi, digo que, ainda é e sempre será, desde que me provem o contrário, um referencial na luta ambientalista e de reforma agrária no Amapá.

Afirmo que não há nenhuma ilegalidade sobre a sua atuação profissional em prestar consultorias sobre temas ambientais. Faz parte da sua atuação profissional. E no que tange ao Conselho Estadual do Meio Ambiente, não há nenhuma relação entre a sua atividade profissional em questão e a aprovação de algo irregular.

A denúncia do Ministério Público questionou sobre isso, mas lhe garantiu a defesa. E nessa defesa ficará claro o equívoco de interpretação do Ministério Público. Afinal no COEMA participam entidades que executam a política ambiental e as próprias empresas. Seria ilegal agora o representante da própria SEMA fiscalizar a si próprio já que faz parte do Conselho? Conselho é participação de todos.

O outro aspecto que deve ser analisado é a conjuntura em que surge a denúncia. E é com isso que fico mais preocupado, pois grande parte da imprensa está repercutindo de maneira negativa e caluniosa a atuação de Sandro Gallazzi, inclusive a imprensa progressista. E é essa intenção de descrédito que se quer inculcar na opinião pública, que me tem me dado arrepio.

A opinião pública está sendo usada para desacreditar de todo o trabalho que Sandro Gallazzi tem feito ao longo do tempo na defesa de interesses legítimos do povo do Amapá nos temas ambientais, de mineração e de política fundiária. É uma tentativa vil e cruel de desmoralizar a atuação da Pastoral da Terra em relação às vicissitudes éticas e legais que têm sido denunciadas nos últimos anos sobre as questões fundiárias e ambientais.

Voltando a conjuntura da denúncia, digo que, o processo de desmoralização de Sandro atinge a todos os lutadores ambientalistas, num momento em que também se discute a transferências de terras da União para o Estado e, que todos nós sabemos que tem sido alvo de interesses de grupos locais, que controlam a política fundiária no Estado.

Li no Jornal Leia Agora, de nº 53, da última semana, uma matéria caluniosa desde a sua capa, passando pela manchete e todo o seu conteúdo, com coisas do tipo: "Os contratos proibidos de Alessandro Gallazzi", "Gallazzi: caiu a máscara". Fica claro, pelo teor das questões apresentadas, quão danosas tem sido tais informações à opinião pública e à luta ambientalista.

Recomendo aos leitores do seu blog que façam leitura no site do Correa Neto - www.correaneto.com.br, o artigo escrito pelo Bispo de Macapá, em defesa de Sandro, veiculado no último dia 27 de outubro, bem como nota proferida pelo próprio Sandro, no dia 26 de outubro, na seção Geléia Geral.

Fique claro à opinião pública e aos seus leitores, que a luta em defesa do Amapá, vai continuar implacável. E Sandro continua sendo pra nós um ícone da luta em defesa dos oprimidos. Tenho convicção que tudo será esclarecido, por mais que isso abale a crença das pessoas na justiça e na ética.

Encerro, somente dizendo, que Sandro mereceria um "puxãozinho de orelha", pois com o grande capital não dá pra brincar, nem um tantinho! Afinal, "joio é joio, trigo é trigo". Mas jamais como cristão posso deixar de me indignar com a injustiça a que Sandro Gallazzi está sendo submetido.

Santana-AP, 28 de outubro de 2007.
Asiel Leite Araújo

Professor da Rede Pública de Ensino. Conselheiro Municipal de Saúde do Município de Santana. (96) 8114-5931 - E-mail: asiel_araú[email protected]

(O presente texto foi postado inicialmente como comentário, no blog Repiquete no Meio do Mundo - www.alcilene.zip.net, da jornalista Alcilene Cavalcante)