Carta de desagravo ao Sandro Galazzi

Ruy Smith
Deputado Estadual

Vejo sem nenhuma surpresa a onda de ataques que grande parte de políticos e da mídia fazem a você, Sandro Galazzi, homem de coragem porque defende os pobres que vivem da terra, porque busca garantir o equilíbrio de nossos ambientes naturais, e homem de idéias firmes porque está desde sempre do mesmo lado, do lado dos que têm menos, dos perseguidos, dos oprimidos e dos excluídos. Quem age assim em nossa província, Sandro, produz inimigos em massa.

Diria eu a você, Sandro, como se não soubesse, pois que tanto já os sobrepujou, que inimigos são para ser combatidos, principalmente os que se insurgem contra você nesse momento, os inimigos do povo. Esses que estão a ladrar são os mesmos que você antes já freou para que não usurpassem a terra pública, patrimônio de todos e instrumento de justiça social; são os mesmos que você enfrentou para que não tirassem o pouco que restou aos pobres; são aqueles mesmos que perpetuam a miséria humana pela ausência de solidariedade, pela avareza e mesquinhez que carregam na alma; são os senhores do poder corrompido que exercitam, com pompa e circunstância, a cada oportunidade que a malta lhes oferece. São a escória humana, Sandro, tenho certeza.

Diria mais, Sandro. Os que hoje atacam sua honra e tentam anular seus longos anos de luta ao lado dos excluídos são exatamente aqueles aos quais interessa nivelar a tudo e a todos por baixo. Afinal, Sandro, enquanto você faz a opção preferencial pelos pobres, eles acercam-se de podres poderes; enquanto você, resguardadas as fraquezas da natureza humana que a nos todos acomete, procura aproximar-se o mais possível da imagem e semelhança do criador - essência da vida de todos que têm Deus no coração - eles exercitam a cobiça como lema existencial. Não, Sandro, eles não o toleram assim tão destacado na escala ética e moral. Mais do que as dificuldades que você lhes impõe para consecução de objetivos, o ódio advém da realidade cristalina de que você é tão melhor do que eles. Que pecado, Sandro!

E a banda podre da nossa imprensa? Que massacre, Sandro! A nossa tão solerte imprensa vendida também está a odiá-lo em cada palavra publicada, e isso tão somente porque você é contra seus senhores. Pode ter certeza, Sandro, não há nada de pessoal nessa campanha, é apenas uma questão de defender o status quo; afinal, pela ótica corrompida desses senhores, quem não consegue defender os seus próprios interesses não é digno de defender os do povo. Entenda, Sandro, no fundo é tudo um exercício da máxima da nossa mídia vendida: “- a imprensa tem como principal função a de bem informar à população sobre os inimigos do Poder, sobre os seus próprios inimigos, e sobre os inimigos de seus amigos”. Isso é filosofia da (des)informação, Sandro, pra você que é versado em filosofia!

Enfim, você percebe, Sandro, que isso é uma provação. É o um teste para o espírito. É a eterna luta do bem contra o mal, do Davi contra o Golias. Você estudou sobre isso, e já experimentou dessa luta tantas e tantas vezes que entende seu mecanismo muito melhor que eu.

Confio em você, Sandro. Não pela amizade, que não temos, pois tão pouco tempo convivemos. Essa confiança é alicerçada na defesa intransigente das bandeiras sociais que você há muito empunhou, e das posições ideológicas que você sempre defendeu. Então vamos combater o bom combate, companheiro, ladeados por todos os que têm o sentimento de justiça estampado no coração. Hei, hei, hei, o Galazzi é o nosso rei!