Candidata e deputado cometem crime eleitoral
(Alcinéa Cavalcante)

A Polícia Federal e os juízes eleitorais Rommel Araújo e Guilherme Lages apreenderam na madrugada de sexta-feira, 3, milhares de cestas básicas, remédios, receitas médicas, cadernos e agendas com cadastros de eleitores e tickets combustível na casa de uma assessora da vereadora Helena Guerra, candidata a vice-prefeita na chapa de Roberto Góes (PDT).

Dois carros cheios de cestas básicas também foram apreendidos e três mulheres e um homem foram presos.

As quatro pessoas presas, entre elas a candidata a vereadora Kika Guerra, filha de Helena, prestaram depoimento na Polícia Federal e foram para o presídio de Macapá.

Por volta de uma hora da madrugada deste sábado, 4, a Polícia Federal e os juízes Rommel e Lages apreenderam uma kombi que transportou colonos para uma reunião política com o deputado Eider Pena.

De acordo com os colonos, na reunião o deputado Eider Pena (PDT) pediu votos para o candidato a prefeito Roberto Góes (PDT) assegurando que se eleito Roberto vai demarcar as terras deles e recuperar o ramal que dá acesso a elas. Isto significa captação ilegal de sufrágio - crime previsto no artigo 299 do Código Eleitoral. Por conta disso, o deputado Eider Pena pode ser indiciado e até ficar inelegível.

Tanto os colonos como o deputado foram levados para a PF para prestarem depoimento. Vale lembrar que ontem já não era mais permitida a realização de reuniões políticas, portanto fazê-las constitui crime eleitoral.

(Informações do Blog de Alcinéa)