Diretor do Museu Goeldi diz que soja ameaça a Amazônia

Local: Brasília - DF
Fonte: Radiobras
Link: http://www.radiobras.gov.br/

Brasília - "A Amazônia está passando por um processo danoso para a região". O alerta é de Peter Mann de Toledo, diretor do Museu Paraense Emílio Goeldi (Mpeg), em Belém (PA), em entrevista ao Programa Revista Amazônia, da Rádio Nacional da Amazônia, da Radiobrás, quando falou sobre os 137 anos de existência da instituição, completados na 2ª feira (6). Ele se referiu especificamente ao fato de que "a floresta está dando lugar à
pastagem e ao plantio de soja".

Toledo comentou também que "por mais que a soja apresente, no momento, uma vantagem econômica, mais cedo ou mais tarde nós vamos colher o mau uso da terra". Ele esclareceu que a questão sobre a soja transgênica não é tema de estudo pelos cientistas do Museu Goeldi e que este assunto está mais ligado à Embrapa. "O que nós estamos fazendo é estudar por que este avanço da soja está acontecendo na Amazônia, quem está envolvido nisso e, principalmente, qual é o principal interesse econômico".

O diretor lembrou que os cientistas do museu acompanham o que acontece na região há mais de 100 anos e que, por isso, têm muito o que dizer. Para Toledo, é preciso "usar os recursos da Amazônia com objetividade mas levando em consideração que tudo tem um preço a ser pago e que é preciso pensar no futuro". Ele explicou que se forem dadas alternativas para se manter a floresta em pé, "a longo prazo isto vai gerar mais benefícios ao país, como um todo".

Ainda esta semana Toledo disse que entrega, em Brasília, os resultados de um estudo na chamada Terra do Meio, na região de Marabá e São Felix do Xingu, no Pará, onde se registraram, segundo ele, "altos índices de desmatamento, cerca de 50 mil hectares em apenas um ano, para dar lugar à pecuária e com exploração de apenas duas espécies de árvores". Ele ressalta que "se não houver um controle mais rigoroso e até uma orientação política, além de assistência técnica, vamos assistir ao desaparecimento da nossa floresta amazônica".

Em novembro, o Museu Goeldi promove uma discussão a nível internacional. Serão debatidas questões em torno do que Toledo classificou de "rumos que estão sendo tomados na região Norte, definindo então quem é quem, realmente, na exploração da Amazônia". A partir desse encontro, ele disse que serão definidas outras prioridades nas áreas de pesquisa e de cooperação. "Observamos que a cada dia existe o fortalecimento das instituições amazônicas nacionais e isto é muito importante porque nos deixa mais fortes e menos vulneráveis à intervenção externa, ainda que haja a necessidade de uma cooperação internacional", comentou Toledo.

O Museu Goeldi é uma unidade de pesquisa independente, desde 1983, e vinculado diretamente ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).
Fundado em 6 de outubro de 1887, tem em seu acervo um total de 15 mil peças, algumas coletadas há mais de um século, envolvendo as diferentes etnias indígenas da região, inclusive da fase pré-colombiana. Estas peças são preservadas numa Reserva Etnográfica.

O acesso via Internet pode ser feito pelo endereço
www.museu-goeldi.br.

O Programa Revista Amazônia vai ao ar, de 2ª a 6ª feira, das 7h30 às
8 horas, na Rádio Nacional da Amazônia (Ondas Curtas, 25 Metros em
11.780 Khz; 49 Metros em 8.180 Khz, também via satélite e pela
Internet, em tempo real, em www.radiobras.gov.br

Eduardo Mamcasz

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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.