Gerente de Comércio Exterior do Sebrae
é homenageado em encontro nacional

No II ENAGEX - Encontro Nacional de Agentes de Comércio Exterior, representante do Amapá é premiado pela dedicação no desenvolvimento das ações de difusão da cultura exportadora.

Elainne Juarez

Realizado no fim de novembro, o II ENAGEX - Encontro Nacional de Agentes de Comércio Exterior, reuniu no Rio de Janeiro, agentes especializados em comércio exterior de todo o país. A rede é formada por um conjunto de profissionais voluntários, dedicados em orientar as pequenas empresas e introduzi-las no comércio internacional.

Na realização do II ENAGEX, que acontece sempre junto ao Encontro Nacional de Comércio Exterior, que esta na sua 23ª edição, os profissionais foram reunidos para a troca de idéias e experiências sobre o andamento do projeto e o Ministério de Indústria e Comércio decidiu premiar o trabalho de alguns agentes.

O reconhecimento foi feito em virtude das ações promovidas, dos antecedentes e do esforço demonstrado. E o Estado do Amapá teve como homenageado José Carlos Molinos, gerente da área de comercialização do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

De acordo com Molinos, estando em centros comerciais, como por exemplo, São Paulo, Paraná ou Santa Catarina, induzir uma empresa a trabalhar com comércio exterior não é difícil. No entanto, para aquelas pessoas que estão trabalhando em Rondônia, Acre, Amazônia, Pará e no Amapá, levar a empresa que não tem cultura exportadora, entender que a exportação é uma alternativa importante, não só para a empresa mas para o país, é um pouco mais difícil.

"Depois de criada, a rede continuou a fazer cursos de formação aumentando o número de agentes de comércio exterior, porque trinta agentes para o Amapá é considerado muito, mas trinta para São Paulo é pouco. Então, foi necessário trabalhar cidades do interior. E assim a rede precisou aumentar, instalando novo sistema de comunicação, agregando banco de dados, onde se tem oportunidades comerciais, orientações legais, informações de estatísticas e contatos internacionais. O sistema dá todo o suporte para consultas", explicou José Carlos Molinos.

Segundo Molinos, o projeto começou no ano 2000, capacitando em cada estado brasileiro trinta pessoas. As pessoas capacitadas foram selecionadas de instituições ou de organizações vinculadas ao governo. Do Amapá, participaram pessoas que trabalham na Secretaria de Indústria e Comércio, SENAI, SENAR, SEBRAE e funcionários dos Correios.

Desde o início do programa, até dezembro de 2003 terão sido capacitados 180 formadores, 3.030 agentes de comércio exterior e cerca de 8.800 empresários e funcionários de diversas instituições tais como cooperativas, associações comerciais, prefeituras e outras similares.

O Projeto Rede Nacional de Agentes de Comércio Exterior - REDEAGENTES é uma ação do Programa Cultura Exportadora e fruto de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDCI, o Ministério do Trabalho e Emprego - TEM e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI.

Parte dos recursos para a implantação do Projeto é proveniente do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT. A partir de 2002, a Agência de Promoção de Exportações - APEX, também, passou a apoiar esta iniciativa.

Os agentes de comércio exterior, após o treinamento são integrados em uma rede baseada na Internet, a REDEAGENTES. A partir desta rede, passam a contribuir no processo de divulgação da cultura exportadora e a prestar orientações ao setor empresarial de pequeno porte sobre como exportar.


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.