Pesquisador lança livro com
detalhes
inéditos da história do Acre


Edição conta o treinamento usado por Plácido de Castro para
transformar seringueiros em soldados.

Será lançada no próximo dia 16 a nova obra do pesquisador José Wilson Aguiar, A passagem triunfal do Navio Independência, na Guerra do Acre contra o Exército Boliviano. Com sete capítulos, a obra tem uma leitura fácil, segundo o autor, já que o recheio de 88 fotos e ilustrações históricas facilita o visual das páginas.

Cearense, radicado no Acre desde 1987, Wilson Aguiar considera o trabalho oportuno, num momento em que o Acre comemora o centenário da Guerra do Acre. Assim alguns detalhes podem ser mais bem estudados. Como, por exemplo, o fato da quase a totalidade dos seringalistas serem cearenses, a exemplo dos seringueiros transformados por Plácido de Castro em soldados.

"A maioria dos seringalistas foi quem bancou e deu suporte para a
expulsão dos bolivianos, e foram eles ainda que escolheram e apoiaram Plácido para comandar o Exército Acreano e tiveram presença marcante nos 171 dias de luta. Nenhum dos meus conterrâneos e demais nordestinos, com alguns estrangeiros que aqui viviam fizeram ainda parte do desenvolvimento comercial e gumífero da região onde hoje se situa o Baixo Acre", frisa o pesquisador.

Wilson diz que foram necessários pouco mais de vinte dias para
escrever a nova obra. Nomes de peso participam dela. A apresentação é do desembargador Arquilau de Castro Melo. O prefácio cabe ao escritor e professor-adjunto do Departamento de História da Ufac, Carlos Alberto Alves de Souza. Na contracapa há outra apresentação, da escritora Florentina Esteves, ex-secretária de Estado da Educação e Cultura no governo de Jorge Kalume.

A revisão ortográfica é da escritora Robélia Fernandes. A obra,
segundo o autor, tem detalhes inéditos sobre a história do Acre, vem com um marcador de texto e será vendida no dia do lançamento a 15 reais.

Livros homenageiam hino acreano e o Tratado de Petrópolis

Segundo o autor, a "Passagem Triunfal do Independência" vem
envelopada num papel de prata e grampeada com uma fita amarela e verde, cores dominantes das bandeiras brasileira, acreana e boliviana. "É uma forma de homenagear nossa simbologia, tendo em vista o tradicionalismo existente nos pavilhões, principalmente nas duas cores, onde muitas bandeiras estão juntas e ligadas por uma hipotenusa", diz.

Wilson prepara outras surpresas. Ele quer publicar, ainda esse ano, três novas obras. Uma vai comemorar o centenário do Hino Acreano, outra o centenário do Tratado de Petrópolis e a que lhe parece "a menina dos olhos": a Evolução Histórica da Bandeira Acreana. "Todo o trabalho de pesquisa já foi feito e só me faltam recursos para publicá-la. Com certeza, irei em busca de apoio somente para a publicação da mais desejada obra, a que resgata a história da Bandeira Acreana", frisa.

Perguntado por que usou "Guerra do Acre" no título de sua obra, e não "Revolução Acreana", o autor explica que o termo já está fazendo parte de discussões entre os historiadores, professores e
pesquisadores. Muitos deles avaliam que o conflito armado envolvendo brasileiros e bolivianos tende a ser denominado e mantido como uma guerra - não como revolução. "Se continuarmos a manter o termo revolução então devemos entender que a primeira e segunda grande guerra deverão ser chamadas de Primeira Revolução Mundial e Segunda
Revolução Mundial. Uma revolução armada não acontece entre povos de dois países. Uma guerra sim, envolve povos de nações diferentes", critica.

O pesquisador chama de "pirataria semântica na historiografia
acreana" a substituição do termo guerra por revolução, tão presentes nas comemorações oficiais. "O pior é que essa pirataria está se tornando tradição", bombardeia



Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.