Waldez estimula uso da
tradição e do folclore
para crescimento do turismo

O governador Waldez Góes (PDT) visitou neste final de semana a comunidade de Igarapé do Lago (96 quilômetros de Macapá) para participar das festividades do Divino Espírito Santo, antiga tradição da localidade que hoje é distrito do município de Santana. Góes participou do cortejo à cavalo e ajudou na derrubada do mastro do Divino, tradição folclórica que encerra a programação.

Segundo o governador, sua estada na pequena cidade foi um esforço pela valorização cultural no Estado, já que Igarapé do Lago é famosa pelas ricas tradições folclóricas como a festa de Nossa Senhora da Piedade, que reúne a comunidade numa manifestação religiosa calcada no tradicional batuque da região. A festa que acontece todo mês de julho, é tão importante que está inserida no calendário nacional de eventos culturais da Embratur.

Nos últimos anos as manifestações de Igarapé do Lago vem perdendo força com o esvaziamento populacional da localidade e o envelhecimento dos que ainda mantém as tradições vivas. Hoje o distrito reúne apenas 380 moradores, muito aquém dos quase 3 mil que já habitaram a região.

“Tenho um ligação muito forte, eu diria até umbilical, com essa cultura porque vem da minha origem do interior. Sei exatamente o valor que isso tem para a sociedade. Igarapé do Lago é um referencial para o Amapá”, disse o governador.

José Gemaque Barreto, organizador da festa, diz que a cada ano fica mais difícil manter a tradição. Segundo ele, as famílias da região, que já são poucas, não tem como custear a organização da festa sozinhas. “Os custos são altos e agente sempre precisa de ajuda”, conta. Por determinação do governador, a Fundação Estadual de Cultura (Fundecap) custeou a sonorização da festa, bailes e torneios.

Góes fez questão de explicar aos líderes da localidade que as comunidades que mantém as tradições folclóricas devem aproveitar essa vocação natural para o turismo. “Precisamos potencializar essa vocação para desenvolver a região”, apelou.

Para preparar a comunidade, ficou acertado que a Secretaria de Trabalho e Cidadania (Setraci) e o Departamento Estadual do Turismo (Detur) irão realizar em março o curso “Meu Negócio é Turismo”, que ensinará técnicas para melhorar o receptivo da festa de Nossa Senhora da Piedade, a mais tradicional da região. Na época das festividades Igarapé do Lago chega a receber perto de 4 mil pessoas.

Durante sua estada, Góes também visitou várias famílias, entre elas a do senhor Benedito Nascimento de Jesus. Com 101 anos, ele é o morador mais antigo de Igarapé do Lago. O governador também ouviu reivindicações dos líderes da comunidade, que pediram melhorias no ensino de primeiro grau, cumprimentou populares e aproveitou para explicar as principais medidas do início do seu governo.

Góes também visitou a escola do Torrão do Matapi, localidade próxima a Igarapé do Lago. Lá ele constatou que uma reforma programada só ficou na pintura e garantiu à comunidade uma vistoria da Secretaria de Estado da Infra-estrutura.

Gilberto Ubaiara


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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.