Uma nova visão sobre os povos da Amazônia

Local: São Paulo - SP
Fonte: O Estado de S.Paulo
Link: http://www.estado.com.br/

O solo pobre, próprio das florestas tropicais, sempre foi tido por muitos pesquisadores como um empecilho para que a Amazônia tivesse tido grandes populações no passado, como as que viveram na América Central e nos Andes, por exemplo. Pesquisas e descobertas recentes, no entanto, estão mudando essa visão. Elas mostram que muitos povos se organizaram e formaram grandes populações. Os vestígios arqueológicos que apontam nessa direção começam a se avolumar. No livro Geoglifos da Amazônia - Perspectiva Aérea, Alceu Ranzi e Rodrigo Aguiar lembram que escavações no Peru e na Bolívia têm revelado quantidade enorme de cerâmica, muito maior do que se esperaria de sociedades simples.

Em toda a Amazônia, inclusive a brasileira, estão sendo descobertas diversas estruturas de engenharia, como largas estradas, terraplenagens, aterros e canais para drenagem, além dos recentes geoglifos. "Tudo isso requer a mobilização de grande número de pessoas, organizadas sob rigorosas normas de trabalho, características de sociedades que já atingiram o estágio de civilização", diz Aguiar. "O desaparecimento posterior desses grandes núcleos populacionais pode estar ligado à conquista européia e a doenças."

Outras descobertas em toda a América do Sul, como artefatos de 10 mil a 12 mil anos atrás, mostram que o povoamento do continente pode ter ocorrido muito antes do que se pensava até recentemente. "A Amazônia, então, em vez de pequenos grupos vivendo em sociedades simples, pode ter sido, na verdade, densamente povoada por grupos que estariam mais próximos do estágio de civilização", escrevem Ranzi e Aguiar.

Quanto aos geoglifos do Acre, eles defendem que duas pesquisas devem ser feitas simultaneamente: "Escavações arqueológicas para identificação dos horizontes culturais antigos e investigações etnográficas entre indígenas atuais, na tentativa de identificar vínculos culturais com os grupos pré-históricos e etno-históricos".

Evanildo da Silveira


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.