Cidade de Soure: Hotel investe no ecoturismo e atrai visitantes para a terra dos búfalos e guarás

Fabiana Gomes de Belém
Fotos:Rodolfo Oliveira


O município de Soure, a 87 quilômetros de Belém, tem, além da beleza natural da região do Marajó, grandes atrativos culturais, como a cerâmica marajoara, a dança, a festa dos nativos e a comida típica da região. Mas nada melhor do que desfrutar as belezas desse pedaço da Amazônia com a segurança e o conforto num lugar preparado especialmente para o turista: o Hotel Ilha do Marajó.

Com uma área de 12 mil metros quadrados - de área construída são 5,8 mil metros quadrados -, o Ilha do Marajó está bem localizado na foz do rio Paracauary. O empreendimento, com padrão três estrelas, possui 36 apartamentos comerciais, com ar condicionado, água quente, frigobar e área para atar redes.

Oferece também aos turistas várias opções de lazer: quadras de vôlei, tênis, salão de jogos, restaurante, piscina e terraço. Aos sábados, o hotel abre espaço para uma programação cultural, com apresentação de danças folclóricas, e música ao vivo, com artistas locais. O ambiente também dispõe de uma boate, única da Ilha de Marajó, que funciona às sextas e sábados.

O proprietário do hotel, Antônio dos Reis Pereira, informa que o acesso ao hotel é simples. Se o visitante preferir, pode ir direto para Soure e se hospedar no hotel.

Agora, se estiver disposto a conhecer os encantos da cidade, pode optar pelos pacotes convencionais ou ecológicos oferecidos pelo hotel por intermédio da Agência Iara Turismo. Os pacotes ecológicos são variados.

O menor deles é o de dois dias e uma noite, que inclui visitas a uma fazenda tipicamente marajoara, a uma praia e à cidade, onde o turista poderá visitar o centro de artesanato e levar preciosidades confeccionadas em couro e cerâmica marajoara.



Criação de búfalos nos campos do Marajó

Os preços também variam e são pagos por pessoa. O pacote mais barato custa R$ 190 e o mais caro R$ 810. As praias de água doce, confirma o empresário, são as mais bonitas do Pará, sendo que as mais populares são a do Pesqueiro e da Barra Velha. Mas existem
outras de mais difícil acesso, como a do Céu, do Araruna e do Garrote. Todas são praias rústicas e praticamente desertas. O transporte para a excursão na ilha é por conta do hotel, que oferece lanchas e barcos para passeios nos rios, furos e igarapés.

O estabelecimento também oferece cardápio diversificado, com pratos regionais e da culinária estrangeira.

Ecoturismo - O gerente informa que no pacote ecológico completo, com sete dias e seis noites, o turista visita cinco fazendas - em duas delas há pernoite -, cada uma com características diferentes. Na Fazenda Sanjo, o visitante pode fazer a observação de pássaros e de animais silvestres, além de poder pescar; nas fazendas Camburupi e Lancilândia, o turista pode passear a cavalo e conferir de perto como é feito o famoso queijo marajoara. Para visitação existe ainda a Fazenda Bom Jesus. E na São Jerônimo, onde foi gravado o "No Limite III", da Rede Globo, o visitante pode realizar as provas do programa, já que os tótens e toda a infra-estrutura montada pela produção ficaram na fazenda.




O Hotel Ilha do Marajó ampliou os pacotes para atrair o turista de aventura

A alta temporada acontece em julho. Durante o passeio, um dos espetáculos mais encantadores é a revoada dos guarás, garças, mergulhões e outros tipos de pássaros amazônicos. "O arquipélago do Marajó sintetiza a beleza que é encontrada em outras localidades do País. O local, portanto, é privilegiado, por isso vale a pena conferir de perto essas maravilhas", recomenda.

Antônio Pereira diz que, anteriormente, o hotel só fazia turismo convencional, e somente a partir do ano passado começou a apostar no filão do ecoturismo. "Além de se mostrar as belezas do Marajó, é um segmento do turismo que conscientiza tanto o operador de turismo quanto o visitante sobre a importância da preservação da natureza", justifica.

Com o incremento do turismo ecológico, o hotel conseguiu atrair um novo segmento de público, o de turista que visita e quer se aventurar na Amazônia. Julho é o mês de pico do movimento: todas as reservas esgotam. O Ilha do Marajó chega a receber, naquele período, cerca de 500 a 600 pessoas, entre brasileiros e estrangeiros, principalmente franceses e americanos. Todos os turistas são acompanhados por guias especializados, que têm todas as informações sobre a região.

Prêmios - Pelo desempenho no âmbito da qualidade e do turismo ecológico, o hotel já recebeu vários prêmios. O empresário revela que o hotel tem como meta futura a ampliação da área de lazer, que hoje não comporta mais que 250 pessoas. As obras para ampliar o novo espaço, que acomodará cerca de 400 turistas, começam a partir do segundo semestre e devem ser concluídas até o final deste ano.


 


Doce Amazônia

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Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.