Associação pretende resgatar
memória da Guarda Territorial

A Associação dos ex-Guardas Territoriais, Amigos e Familiares vai ser criada no prócimo dia 17. A solenidade fará parte da programação do I Grande Encontro da Guarda Territorial. Na ocasião também será feito o descerramento da placa comemorativa e alusiva à criação do Memorial da GT e a abertura da exposição fotográfica Memórias da Guarda Territorial.

O evento, coordenado e executado por familiares de ex-guardas territoriais, foi incluído na programação alusiva ao aniversário da Fortaleza de São José de Macapá, que se inicia no próximo dia 13 e encerra-se dia 19, data de inauguração do principal monumento histórico do Estado.

Dalva Miranda, filha de ex-guarda territorial e uma das coordenadoras do evento, explicou que o objetivo principal da iniciativa é resgatar a memória da GT, pela importância que a instituição representa para a história do Amapá.

“O trabalho da Guarda Territorial teve um significado muito importante para o ex-Território. O que muita gente não sabe, é que a Guarda não era apenas uma força policial. Ela era constituída de homens que trabalhavam em todas as atividades, como alfaiates, marceneiros, coveiros, sapateiros, entre outras”, lembra ela.

Para o encontro, a coordenação do evento trará de Belém (PA) um grupo de 20 ex-guardas territoriais, que virão acompanhados de tenente Uadih Charone, primeiro comandante da Guarda Territorial.

O grupo será recepcionado no porto de Santana com a participação da banda de música da Polícia Militar. A chegada está prevista para às 10h30 do sábado, 13.

A programação do Encontro prevê, ainda, nos dias 14, 15 e 16 uma visita do grupo liderado pelo tenente Charone aos pontos turísticos da cidade, visitas particulares e a elaboração do Estatuto da Associação dos ex-Guardas Territoriais, Amigos e Familiares.

“No dia 17, antes do descerramento da placa do memorial e da fundação da associação, os ex-guardas territoriais entrarão na Fortaleza, todos usando o uniforme da GT para uma formatura comandada pelo tenente Charone, primeiro comandante da instituição e pelo coronel Barroso, o último comandante”, explicou Dalva Miranda.

Joel Elias



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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.