CURSO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS

(V 1.0 - PROPOSTA PARA DISCUSSÃO)


Pressuposto Básico
A implantação do Curso de Graduação em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Amapá - UNIFAP, na forma de um curso interdisciplinar, tem como pressuposto básico o fato de que a complexidade dos problemas gerados pela conjugação entre dinâmica de desenvolvimento e meio ambiente impede o equacionamento isolado dos problemas quando se busca a sua compreensão ou solução, remetendo necessariamente à abordagem de contextos mais amplos e integrados.

Está em curso uma reflexão sistemática sobre problemas ambientais que estimula a interação de profissionais das mais diversas áreas (Ciências Sociais, Ciências Biológicas e Ciências Exatas). Este desafio da formação de profissionais com esta habilitação está sendo enfrentado no âmbito da UNIFAP, otimizando os recursos existentes e promovendo o espaço institucional adequado ao exercício interdisciplinar.

O Curso de Graduação em Ciências Ambientais a ser criado pela UNIFAP tem como pressuposto básico formar profissionais voltados para a valoração do capital natural do Amapá e a aplicação de técnicas de manejo sustentável de recursos naturais do Amapá, respeitando culturas, gêneros e identidades locais, sem, entretanto, deixar de refletir sobre aspectos estratégicos ligados a interesses globais e a distribuição eqüitativa de possíveis benefícios para todos.

Proposta
Por que um curso de graduação em Ciências Ambientais no Amapá?
Desde 1972, declarações, convenções e tratados internacionais vêm abordando a necessidade e a possibilidade de se projetar estratégias ambientalmente adequadas para a promoção de um "desenvolvimento sustentável". No entanto, apesar de sua ampla aceitação teórica, problemas conceituais e ambiguidades não podem ser ignorados.

No centro das atenções encontra-se o projeto de construção interdisciplinar-sistêmica do conhecimento sobre as interrelações sociedade e meio ambiente.

Em todos os momentos dessa reflexão três perguntas se tornam cada vez mais recorrentes:
(a) Que base científica está disponível para sustentar as discussões sobre a valoração do capital natural e o desenvolvimento econômico?
(b) Que mudanças institucionais poderiam contribuir para que populações locais assumissem controle e manejassem o meio ambiente de forma sustentável?
(b) Que reorientações das políticas governamentais e das estratégias empresariais poderiam contribuir para promover a sustentabilidade no âmbito local?

Quaisquer que sejam as respostas que venham a ser encontradas para essas perguntas, uma coisa é certa: tanto as mudanças institucionais quanto as reorientações de políticas dependem muito da formação de pessoal qualificado para o exercício de ações integradas nos campos de conhecimentos correlatos a problemas ambientais, englobando ciências sociais, ciências biológicas e ciências exatas.

O Amapá foi o primeiro estado da Amazônia e do Brasil a adotar o desenvolvimento sustentável como política de governo. Essa experiência inacabada, possibilitou a internalização da problemática ambiental no cotidiano dos movimentos sociais, além de despertar para o sonho de uma economia solidária possível a partir do uso sustentável dos recursos naturais.

A proposta do curso de graduação em Ciência Ambiental é a formação de recursos humanos para a construção de novos paradigmas, onde o desenvolvimento sustentável possa ser questionado e testado sob uma ótica da responsabilidade social, econômica e ambiental.

Não se trata de preconizar uma ciência da totalidade, como aquela com que sonhava Hegel em sua Lógica, mas de constatar que os perigos ambientais impuseram ao conjunto das ciências temas para os quais elas não estavam anteriormente preparadas e para cujo enfrentamento são obrigadas a reformular muitas vezes princípios decisivos de sua organização interna.

Sem renunciar às especialidades disciplinares atualmente em vigor, mas certamente contribuindo para sua reformulação e desenvolvimento, a noção de meio ambiente recoloca o homem no centro das preocupações e dos debates científicos.

É possível, portanto, - e nisso reside a principal contribuição metodológica da proposta do curso de Ciências Ambientais - estabelecer base técnica-científica - ou seja, colaboração organizada entre as diferentes disciplinas que constituem o campo da ciência - para propostas de ação que visem melhorar as condições de vida local/global.

Organização Curricular

ANO I - 1o Semestre
Ecologia Básica
(90 h)
Ecossistema: conceito; estrutura. Energética: leis de termodinâmica; qualidade e quantidade de energia; cadeias tróficas; conceitos de produtividade; pirâmides ecológicas. Ciclos biogeoquímicos: conceito; tipos, interferência humana. Fatores limitantes: conceito; limites de tolerância; sinergismo; principais fatores. Dinâmica de populações: crescimento de populações; curvas de sobrevivência; taxa de crescimento, mortalidade; pirâmides estárias; curvas de crescimento; controle populacional; flutuações, tabelas de vida. Interações entre populações: conceito; interações positivas; interações negativas; coevolução. Comunidades bióticas: conceito de comunidade, população, nicho, habitat, distribuição espacial, índices de diversidade. Sucessão: conceito; sucessão primária; sucessão secundária; estágios sucessionais.
Biologia Básica
(60 h)
 
Química Básica
(60 h)
 
Sociologia Ambiental
(60 h)
 
Cartografia
(60 h)
 

ANO I - 2o Semestre
Ecologia de Campo
(90 h)
Ferramentas básicas usadas em trabalhos de campo em ecologia de populações e comunidades vegetais e animais, em diferentes ambientes. Aspectos teóricos da ecologia e conservação da biodiversidade, propondo projetos para estudo ou manutenção destes sistemas. Aplicação de conceitos ecológicos em problemas atuais. Aplicações à avaliação de impacto e monitoramento. Estudo de problemas ou questões que possam ser transformadas em hipóteses de trabalho científico em ecologia.
Metodologia Científica  
História Ecológica da Amazônia I  
Recursos Naturais da Amazônia  
Geologia Histórica  

ANO II - 3o Semestre
Tópicos em Desenvolvimento Sustentável  
Gestão Ambiental  
Ordenamento Territorial  
Áreas Protegidas  
Historia Econômica do Amapá  

ANO II - 4o Semestre
Recursos Hídricos  
Recursos Florestais  
Recursos Pesqueiros  
Recursos Minerais  
Recursos Faunísticos  

ANO III - 5o Semestre
Economia Ambiental  
Educação Ambiental  
Direito Ambiental  
Avaliação de Impacto Ambiental  
Biologia da Conservação  

ANO III - 6o Semestre
Desenvolvimento Local  
Gestão das Cidades e Resíduos Sólidos  
Agroecologia  
Agroextrativismo  
Ecoturismo  

ANO IV - 7o Semestre
Elaboração e Gestão de Projetos I  
Negociação de Conflitos  
Economia Solidária  
Estágio de Campo I  
TCC  

ANO IV - 8o Semestre
Elaboração e Gestão de Projetos II  
Negócios Sustentáveis  
Estágio de Campo II  
TCC  

 


 

 


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.