Deputado reprova política habitacional de Waldez

O deputado Ruy Smith, PSB, ferrenho opositor à administração de WG, afirma que o governo estadual tem uma visão equivocada do problema habitacional do Amapá, pois que a solução apresentada (construção de casas populares) é totalmente ineficaz para combater a grave questão. O argumento apresentado é que boa parte da população de Macapá habita em baixadas, onde as condições insalubres impõem a esses habitantes os mais variados tipos de doenças, algumas potencialmente fatais, e que os poderes executivos estadual e municipal não fazem qualquer esforço para combater essa grave ferida social. Smith acrescenta que o problema se agrava ainda mais no período invernoso, onde, todo ano, as águas crescem nas baixadas e causam grandes prejuízos financeiros às pessoas que habitam os locais, além do aumento dos casos de doenças, principalmente a dengue.

“Habitação, saneamento e urbanização, são políticas de saúde preventiva, pois evitam que a população fique exposta aos perigos das áreas residenciais insalubres. O governador Waldez prometeu, todos lembram, dez mil casas populares no Amapá, e só fez, e mal feito, caminhando para a metade do terceiro ano de governo, cerca de 500 casas no Laranjal do Jarí. Prometeu que seria um governo municipalista, colaborando financeiramente com as prefeituras, mas ainda não ajudou em nada grande parte dos municípios. Em Macapá, por exemplo, não asfaltou um palmo de vias urbanas, não fez nenhuma casa, nenhuma praça, nenhuma limpeza urbana, nenhuma calçada, nenhum aterramento de ruas, nenhum lote habitacional. Ele (governador) sabe que quase 70% da população estadual vive em Macapá mas não toma qualquer iniciativa para resolver o imenso déficit de moradia da cidade, colocando a responsabilidade apenas sobre a prefeitura e não assumindo sua condição de governador de todos, que tem o dever de colaborar para a solução dos grandes problemas do Amapá, como é o caso”, revela o deputado.

Smith enfatiza que a solução de construção de casas populares é cara e demorada, e que Waldez Góes não conseguirá, com essa estratégia, diminuir em nada o problema da habitação, pois beneficiará um grupo muito pequeno de habitantes. “Para cada atendido, dezenas de novos casos surgem, face ao aumento acelerado da população amapaense. A política habitacional de Waldez é excludente pois, a cada dia, aumenta a legião dos que não tem onde morar.” O deputado também comenta que Waldez, por simples vaidade, não quer reconhecer que a forma escolhida para enfrentar o problema habitacional está errada, pois teria que adotar a política de construção de loteamentos urbanizados (lotes com água, luz e cinturão asfáltico), a mesma do Programa de Desenvolvimento Sustentável (PDSA), do governo Capiberibe.

“Nosso partido (PSB), quando governou tanto o município de Macapá quanto o Estado, foi o único que adotou política eficaz de combate à falta de habitação. Em Macapá, criamos os bairros do Capilândia (atual Jardim /Novo Horizonte) e Zerão. No governo do Estado, criamos os bairros do Brasil Novo, Liberdade, Marabaixo, Renascer e Pantanal. Todos esses bairros, onde hoje moram quase 30% da população, foram feitos nos moldes de loteamento urbanizado, com a distribuição dos lotes aos que não tem um lugar para morar, dentro de uma política inclusiva de habitação, o que não existe no governo atual”, finalizou Ruy Smith.

 


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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
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Jacaré grande.
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Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
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Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.