Pesquisadores descobrem mais
duas cavernas na região do Maracá

Uma equipe formada por pesquisadores do Museu Joaquim Caetano da Silva, Universidade Federal do Amapá (Unifap) e Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa) esteve no período de 4 a 7 deste mês, na região do Maracá, que compreende o Rio Maracá e o Igarapé do Lago, a 130 quilômetros de Macapá. A visita ao local visava vistoriar dos sítios arqueológicos e ainda verificar o potencial arqueológico do lugar. Nenhum material foi recolhido durante a constatação dos objetos, mas pretende-se fazer um projeto arqueológico para resgatá-los.

Segundo Edinaldo Pinheiro Nunes Filho, professor-mestre em Arqueologia do Museu Joaquim Caetano, a região vem sendo estudada desde o século XIX por pesquisadores do Museu Emílio Goeldi, de Belém. “Em 1995, nós participamos de um projeto do Emílio Goeldi e durante os trabalhos descobrimos algumas cavernas funerárias, onde existiam urnas antropomorfas (com formato de seres humanos) e zoomorfas (de animais). De lá para cá, tem ocorrido vários achados e por isso nós fomos fazer uma fiscalização porque em 99, foram encontradas algumas cavernas, que por sinal, só algumas não foram retiradas o material arqueológico, então nós fomos vê as condições para um possível projeto de salvamento desse material”, disse.

De acordo com ele, durante a constatação do material, nada foi recolhido. “Visitamos sete cavernas. Dessas, descobrimos duas porque as outras já estavam cadastradas. Das cinco, apenas uma continha material. Então, no intuito de resgatar esse material, pretendemos fazer um projeto arqueológico”. As cavernas estão a mais de 100 metros de altitude. A equipe verificou que as equipes cavernas já cadastradas tinham sido saqueadas. “Alguns materiais já tinha sido levados. Eles correm o risco não apenas pela ação do homem, mas pela de animais, que usam o espaço como habitat, por isso temos essa preocupação“.

A expedição foi organizada pela Unifap através do projeto “Percepções do Amapá 2004”. Todos os trabalhos a serem realizados naquela área só podem ocorrer com autorização da Fundação Estadual de Cultura do Amapá (Fundecap) que é responsável administrativamente pelo Museu Joaquim Caetano, órgão autorizado para cuidar da preservação do patrimônio arqueológico existente no Estado do Amapá, conforme a Lei 3924/61, referente a proteção do Patrimônio Arqueológico Nacional.

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Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.