AMAPÁ NA CÂMARA DOS DEPUTADOS E NO CARNAVAL MAIS FAMOSO DO MUNDO

Linha do Equador, Marabaixo, Marco Zero, Mazagão, São José de Macapá: quem é do Amapá, vive. Brilho, força, beleza, lendas: quem é do Amapá, conhece. Mas a partir de fevereiro do próximo ano, o Brasil inteiro vai descobrir.

A escola tricampeã entre 2003 e 2005, a Beija-Flor vai retratar o povo do Amapá na festa popular mais conhecida do mundo: o carnaval da cidade do Rio de Janeiro.

Nesta quarta-feira (14), na Câmara dos Deputados, o deputado federal Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) declamou, por assim dizer, para todos os deputados, em alto e bom som, o samba enredo da Beija-Flor. E lembrou que no dia 15 de fevereiro, vai ser realizada sessão solene na Câmara dos Deputados para homenagear os 250 anos de Macapá. Com a novidade que, provavelmente, a diretoria da Beija-flor de Nilópolis também vai ser convidada para assistir.

*DISCURSO DO DEPUTADO NA ÍNTEGRA.

CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ

Sessão: 321.1.53.O Hora: 09:46 Fase: BC Orador: SEBASTIÃO BALA ROCHA Data: 14/11/2007

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, no dia 4 de fevereiro de 2008, a Escola de Samba Beija-Flor vai cantar, na Marquês de Sapucaí, o aniversário de 250 anos da cidade de Macapá, capital do meu Estado, o Amapá. Certamente, ela encantará todo o povo brasileiro e aqueles que puderem assistir, pelo mundo afora, à espetacular apresentação da Beija-Flor.

O seu samba-enredo, cujo tema é a homenagem à Macapá, tem como título: Macapaba, Equinócio Solar, Viagens Fantásticas ao Meio do Mundo. Vale a pena lê-lo, porque o texto revela as maravilhas, as belezas e as peculiaridades de Macapá.

Está aqui o Deputado Simão Sessim, patrono dos patronos da Escola de Samba Beija-Flor. Estaremos lá, participando da festa.

Deputado, veja que coincidência: no Amapá, existe uma espécie de beija-flor, uma jóia rara da nossa fauna, chamada Brilho de Fogo.

Diz o samba-enredo:

O meu valor me faz brilhar

Iluminar o meu estado de amor

Comunidade impõe respeito

Bate no peito: eu sou Beija-Flor.

É manhã, brilho de fogo sob o sol do novo dia

Meu talismã, a minha fonte de energia,

Oh deusa do meu samba, a flor de Macapá


No manto azul da fantasia

Me faz mais forte, extremo norte

A luz solar ilumina meu interior

Vou viajar na linha do Equador

Emana ao meio do mundo a beleza

A força da mãe natureza é Macapaba

O rio beijando o mar

Encontro das águas marejando o meu olhar

Quem foi meu Deus que fez do barro poema

Quem fez meu criador se orgulhar

Os Cunanis, Alistés, Maracás

Foram dez, foram mais pelo Amapá

Um dia navegando nos rios de Tupan

A viagem fantasia dos filhos de Canaã

A mágica da terra a cobiça atraiu

Ibéria se enleva no Brasil

A mão de Ianejar na fortaleza pela proteção da vida

Em São José de Macapá

Brilha Mairi a minha estrela preferida

Herança moura em Mazagão

Retiro o meu chapéu de bamba e assim

O Marabaixo ao marco zero cai no samba

Soam tambores no tocar do tamborim.


Diz a matéria do Jornal dos Municípios, do Estado do Amapá, do dia 18 de outubro de 2007, na página 9:

Macapaba Equinócio Solar: Viagens fantásticas ao meio do mundo. Macapaba, que na língua indígena quer dizer concentração de bacabas ou bacabeiras, uma palmeira nativa da Amazônia, de onde deriva o nome Macapá, a capital do Estado do Amapá (nome de outra planta), cenário onde se desenrola a nossa história.

Fantástica é a obra do destino, que nos levou a esta cidade que completa 250 anos no dia 4 de fevereiro, dia de Carnaval. E os raios do sol nos guiaram para essa região mágica, de muita beleza, riqueza e de história, muita história para contar.

Desde a formação do nosso povo, há muitos milênios atrás, à visitação de povos antigos, navegantes e desbravadores; em busca de mitológicos Eldourados e a saga pela expansão e demarcação do nosso território. (...)

É esse brilho que nos encanta; é esse fogo que nos ilumina a imaginação e faz como que um outro Beija-flor, de Nilópolis, faça essa viagem fantástica ao meio do mundo, para revelar Macapá e o Amapá, o extremo ponto onde começa o Brasil, no mapa, e em sua história real.

Portanto, presto minha homenagem à escola de samba Beija-flor de Nilópolis, à minha Macapá e ao Estado do Amapá.

Dia 15 de fevereiro, realizaremos sessão solene, neste plenário, provavelmente com a diretoria da escola de samba Beija-flor de Nilópolis, para prestar homenagem ao Macapá pelos seus 250 anos.

Muito obrigado, Presidente.

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Thábata Costa -