Macapá recebe o maior projeto de teatro de bonecos da história

As vésperas de completar 250 anos, a cidade que será homenageada no carnaval de 2008, pela escola de samba carioca Beija Flor de Nilópolis - Macapá - situada no meio do mundo, esquina com o majestoso Rio Amazonas, recebe como presente antecipado, o Projeto Sesi Bonecos do Brasil.

Encerrando a turnê no extremo norte, o espetáculo que rodou todo o país, atinge o número recorde de mais de 1 milhão de espectadores. Mais de mil pessoas estiveram envolvidas no Projeto, divulgando, desde 2004, uma das mais antigas formas de artes cênicas: o teatro de bonecos.

Com nove carretas contendo mais de 250 toneladas de equipamentos, palcos, telões de alta definição, praça de alimentação, cenários, som, iluminação, túnel-museu, ateliê de mamulengos e dezoito companhias teatrais na agenda de apresentações, SESI Bonecos do Brasil levou cultura gratuita ao “povo da floresta”.

As ruas de Macapá foram agitadas na tarde do dia 14, por uma carreata composta dos caminhões que acompanharam os espetáculos realizados ao longo dos últimos 3 anos.

Na manhã do dia 16, uma turma animada de bonecos gigantes invadiu a Rua Cândido Mendes (rua que reúne o comércio local), avisando que o maior Festival de Teatro de Bonecos do Brasil estava na cidade. Devido à receptividade da população e encantados com as belezas naturais do Estado, os produtores resolveram brindar os Amapaenses com mais duas apresentações, além das já agendadas nos dias 17 e 18, na Fortaleza de São José de Macapá.

Após o desfile foi realizada uma apresentação no Marco Zero. O monumento é um dos pontos turísticos da única capital cortada pela linha do Equador. A apresentação aconteceu, simultaneamente, nos hemisférios Norte e Sul e quem esteve presente participou do delicado espetáculo que conferiu ao monumento, mais charme e alegria.

Na tarde do dia 16, os personagens ganharam vida e a simpatia do público que vive na comunidade do Curiaú, distante 8 km de Macapá. O Curiaú é habitado por comunidades formadas por antigos escravos trazidos no século XVIII para a construção da Fortaleza de São José de Macapá.
A área é uma das poucas remanescentes de quilombos do país e o Decreto de 1992 criou a APA (Área de Proteção Ambiental), que abriga, atualmente, cerca de 1.500 pessoas. Da arte tradicional à contemporânea, o espetáculo de sombras, manipulações diretas, com varas, luvas, fios, mistura técnica com emoção. Bonecos “vivos” de cinco centímetros a quatro metros, para um público de todos os tamanhos.


Pauta dia 16/11:


9h - Desfile dos bonecos - concentração em frente ao Teatro das Bacabeiras

10h - Apresentação no Marco Zero do Equador

16h - Apresentação na sede da comunidade do Curiaú

16h - Desfile: concentração na Rua Padre Júlio, 246


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