Marcha das Marias acontece na sexta-feira.

Manifestação contará com a presença de Maria da Penha, mulher símbolo do movimento feminista no Brasil

O Governo do Amapá vai realizar na próxima sexta-feira, 23, a “Marcha das Marias”. O evento é um alerta contra a violência doméstica no Amapá. A programação começará às 15 horas, com saída da Praça Barão do Rio Branco, em Macapá. Este ano, a Marcha das Marias contará com a presença de Maria da Penha, mulher que virou símbolo de luta no Brasil contra a violência masculina, depois de ter ficado paraplégica após receber um tiro de revólver do ex-marido. A expectativa é que aproximadamente dez mil mulheres de vários segmentos sociais participem da manifestação.

Ester de Paula de Araújo, Secretária Extraordinária de Política para as Mulheres, anunciou que na sexta-feira pela manhã, Maria da Penha, vai conceder uma coletiva a imprensa. O local será o Salão Nobre do Palácio do Setentrião, a partir das 9 horas. A secretária explicou que a iniciativa faz parte das ações voltadas para o mês de Enfrentamento a Violência Doméstica.

LEI - A Lei 11340/06, denominada Maria da Penha, foi instituída em 7 de agosto de 2006, e estar em vigor desde setembro do mesmo ano. A lei foi batizada de Maria da Penha em reconhecimento a luta da biofarmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes. Maria da Penha sofreu duas tentativas de homicídio de seu companheiro e resistiu, porém as sequelas foram irreversíveis.

Indignada com a falta de punição no país, Maria da Penha, se juntou a movimentos sociais e decidiu compartilhar sua experiência. Ela escreveu o livro ‘‘Sobrevivi...posso contar’’, e conseguiu a intervenção da Comissão Internamericana de Direitos Humanos.

Quase duas décadas após a violência sofrida por Maria da Penha, o seu agressor Marco Antônio Herredia foi preso, mas ficou apenas dois anos na cadeia.

MARCHA

A Marcha das Marias foi instituída em Macapá, dia 25 de novembro de 2003, por intermédio do Projeto Lei 121/03, de autoria da ex-vereadora Marivalda Silva. A marcha faz referência a Maria Zelinda dos Santos Mira, assassinada aos 15 anos de idade e grávida de seis meses. O assassino foi o próprio marido Valdir Mira, que aplicou 16 facadas na vítima, durante um encontro do casal na Praça Nossa Senhora da Conceição. O assassinato aconteceu dia 27 de outubro de 1958.

ESCALPELAMENTO

Ester de Paula aproveitou para anunciar que na quinta-feira, 22, acontecerá uma Audiência Pública das Vítimas de Escalpelamento. A audiência ocorrerá às 9 horas, no prédio da Assembléia Legislativa do Amapá.