Encontro nacional das músicas regionais

De 28 de novembro a 1 º de dezembro - entrada franca
Teatro do SESC (Av. Alberto Bins, 665)
Usina do Gasômetro (Av. Presidente João Goulart, 551)


Porto Alegre definitivamente está com uma produção cultural de dar inveja a muitas outras capitais.

Depois do Porto Alegre em Cena arrasar em sua 14º edição, da Feira do Livro, da Bienal do Mercosul, do ciclo Fronteiras do Pensamento e muitos outros eventos bacanas que estão acontecendo na cidade chega o Acorde Brasileiro - Encontro Nacional das Músicas Regionais.
O projeto reunirá em Porto Alegre músicos, produtores, pensadores, jornalistas, pesquisadores de literalmente todo o país para cantar, conversar, trocar idéias, falar sobre produção e a realidade musical do Brasil.
São mais de cem artistas e intelectuais de 23 estados participando de shows e debates durante quatro dias. O Encontro, idealizado por Luis Carlos Contursi, tem promoção do SESC-RS e apoio da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

A idéia é chamar a atenção de autores, letristas, intérpretes, instrumentistas, cantores, organizadores de festivais, comunicadores, pesquisadores, docentes, estudantes e do público em geral, para a importância que tem a música que se pratica nas diferentes regiões do Brasil e para a necessidade de se buscar meios de promover seu estudo, sua produção, profissionalização e desenvolvimento. Entre os temas dos debates e painéis está o mercado da música regional brasileira, a importância dos festivais, as diversas formas de estímulo dos poderes públicos aos artistas amadores, como a música pode atuar na economia e a promoção de artistas do interior junto ao mercado nas grandes capitais. Luiz Carlos Prestes Filho, Roberto Gnattali, Renata Amaral, Benjamin Taubkin, Arthur de Faria, Israel do Vale, Celso Loureiro Chaves, Edson Natale, Maurício Carrilho e Silvio Bento são alguns dos painelistas.

Um conselho curador formado pela produtora cultural Myriam Taubkin, os músicos Carlos Malta, Toinho Alves, Roberto Corrêa, Nilson Chaves, Vinícius Brum e pelos jornalistas Kiko Ferreira e Juarez Fonseca vem pensando e produzindo este evento ao longo do ano.
Esta é, na verdade, a segunda edição do Acorde Brasileiro, que aconteceu pela primeira vez em 1986 no balneário de Tramandaí. O produtor de eventos Luís Carlos Contursi reuniu na ocasião músicos de alguns estados brasileiros e integrantes da Associação dos Pesquisadores da Música Brasileira, como José Ramos Tinhorão, Zuza Homem de Mello, Paulo Tapajós, Hermínio Bello de Carvalho, Albino Pinheiro e Paixão Côrtes.

Na abertura, dia 28 de novembro, no Teatro do Sesc, seis personalidades receberão merecidas homenagens: a cantora Inezita Barroso, o pesquisador Paixão Côrtes, os produtores musicais J.C. Botteselli (Pelão) e Ayrton dos Anjos e os músicos Alemberg Quindins e Zé Gomes. Os painéis e palestras ocuparão as manhãs e tardes e os shows, as noites. A palestra de abertura será feita pelo cearense Alemberg Quindins, fundador da Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri, em Nova Olinda. Com exceção do show de encerramento, que acontecerá na Usina do Gasômetro às 19h do dia 1º de dezembro, toda a programação do Acorde Brasileiro ocorrerá Teatro do Sesc, inclusive o espetáculo de abertura. Confira a programação abaixo.

Programação

Teatro do SESC

Dia 28 de novembro, quarta-feira

9h - Credenciamento e entrega de material
19h30min - Ato solene de abertura com: Hino Nacional interpretado por Luiz Carlos Borges (RS) e Fátima Gimenez (RS); texto institucional sobre o Acorde Brasileiro; pronunciamento das autoridades; homenagens a Inezita Barroso (SP), Paixão Côrtes (RS), Alemberg Quindins (CE), J.C. Botteselli - "Pelão" (SP), Ayrton dos Anjos (RS) e Zé Gomes (RS); entrega da Medalha do Mérito Farroupilha e entrega do Troféu Acorde Brasileiro
20h30min - Espetáculo de abertura com Inezita Barroso (SP), Roberto Corrêa (DF), Luiz Carlos Borges (RS), Vicente Barreto (BA), Nelson da Rabeca (AL), Quinteto Violado (PE), Carlos Malta (RJ) e Nilson Chaves (PA).

Dia 29 de novembro, quinta-feira

9h - Palestra Escola de Gestão Cultural das Crianças do Sertão, com Alemberg Quindins (CE)
14h30min - Palestra A música brasileira de raiz com Roberto Correa (DF)
15h40min - Painel O que é música regional? com Carlos Felipe M. Horta (MG), Luiz Carlos Borges (RS), Renata Amaral (SP), Walter Freitas (PA). Coordenador: Juarez Fonseca (RS).
16h40min - Debates
20h30min - Shows nacionais com Quartchêto, Zé Gomes (RS), Zé Mulato e Cassiano (GO), Bado (RO), Sérgio Souto (AC), Maurício Tizumba e Trio - Tambores de Minas (MG), Célio Cruz (AM) e Eliakin Rufino (RR).

Dia 30 de novembro, sexta-feira

9h - Palestra A importância da formação musical com Roberto Gnattali (RJ)
10h10min - Painel O que se faz e o que pode fazer pela formação musical com os painelistas Maurício Carrilho (RJ), Celso Loureiro Chaves (RS) e Zé Gomes (RS).
Coordenador: Sílvio Bento (RS)
11h10min - Debates
14h30min - Palestra A circulação da música no Brasil com Benjamim Taubkin
15h40 min - Painel Em busca de soluções criativas com Edson Natale (SP), Israel do Vale (MG), Roberto Sant'Ana (BA) e Arthur de Faria (RS). Coordenadora: Myriam Taubkin (SP)
16h40min - Debates
20h30min - Shows nacionais com Sexteto Gente da Terra (SC), Trio Cuiabá (MT), Jean Garfunkel (SP), Juraíldes da Cruz (TO), Zé Miguel (AP) e Lucinha Bastos (PA), Viola Quebrada (PR).

Dia 1º de dezembro, sábado

9h - Palestra A cadeia produtiva na economia da música com Luiz Carlos Prestes Filho (RJ)
10h10min - Painel Vivendo de música no Brasil com os painelistas Carlos Malta (RJ), Nilson Chaves (PA), Toinho Alves (PE), Roberto Corrêa (DF) e Vinícius Brum (RS). Coordenador: Kiko Ferreira (MG)
11h10min - Debate
12h30min - Entrega de certificados de participação

Usina do Gasômetro

19h - Acorde de todos os cantos - Espetáculo de encerramento, com Almir Sater (MS), Renato Borghetti (RS), Quinteto Violado (PE), Carlos Malta (RJ), Maurício Tizumba e Trio (MG), Viola Quebrada (PR), Zé Gomes (RS), Eliakin Rufino (RR), Roberto Corrêa (DF), Nilson Chaves (PA), Luiz Carlos Borges (RS), Maurício Carrilho (RJ), Lucinha Bastos (PA), Nelson da Rabeca (AL), Jean Garfunkel (SP), Vicente Barreto (BA), Célio Cruz (AM), Gente da Terra (SC), Zé Miguel (AP), Quartchêto (RS), Zé Mulato e Cassiano (GO), Juraíldes da Cruz (TO), Bado (RO), Sérgio Souto (AC) e Cuiabá Trio (MT).

Participantes

Zé Miguel - AP
Grande Cantor e compositor amapaense, em 2000 começou sua carreira internacional, levando junto com o Quarteto Senzalas, a musica amapaense à Alemanha e França pela gravadora alemã Ganzer Hanker GMBO. 2002 lança "Zé miguel acústico", em 2004 o "quatro pontozero" e em 2005, motivado pela dolorosa perda de seu amado filho Marco Kayke, vítima de violento acidente de trânsito, lançou o Cd "Uma balada para Kayke". Em 2007 Foi gravado seu primeiro DVD.

Alemberg Quindins - CE
Músico de formação popular, historiador e educador autodidata, Alemberg Quindins criou em 1992 a Fundação Casa Grande-Memorial do Homem Kariri, resgatando o acervo mitológico e arqueológico da Chapada do Araripe. Como consultor da UNICEF foi um dos criadores do projeto Rádio de criança para criança no Brasil, Angola e Moçambique. Contador de causos e lendas, Alemberg Quindins inspirou diretores e atores do cinema brasileiro. Palestrante e conferencista, tem ministrado aulas-espetáculos em congressos, seminários e eventos ligados à comunicação, arte, turismo e cidadania.

Almir Sater - MS
Natural do Mato Grosso do Sul, tocava violão desde criança, mas só foi descobrir a viola caipira mais tarde quando teve aulas com o violeiro Tião Carreiro.
Em 1979 foi para São Paulo e passou a acompanhar cantoras como Tetê Espíndola e Diana Pequeno, além de integrar o show Vozes & Violas. Seu primeiro disco, Almir Sater, saiu pela Continental em 1981, sendo logo seguido por Doma, pela RGE. Três anos depois montou a Comitiva Esperança, que viajou pelo pantanal mato-grossense pesquisando a música e os costumes da região. Depois de lançar outros discos e abrir o Free Jazz Festival de 1989, Sater atuou nas novelas Pantanal e Ana Raio e Zé Trovão, da TV Manchete, e o Rei do Gado, da TV Globo. Em 2006, lançou o CD Um violeiro toca, um resumo de seus 25 anos de carreira.

Quinteto Violado - PE
Quinteto Violado é um grupo instrumental-vocal formado em 1970 em Recife, Pernambuco. Utiliza em suas composições instrumentos como a flauta transversal, viola sertaneja, violão, bateria e baixo acústico, por vezes acrescido de instrumentos primitivos, apito de arremedo, matraca, triângulo, ganzá, e flauta de latão. Em 1973, o Quinteto participou da gravação da série de quatro discos dirigida por Marcus Pereira Música Popular do Nordeste. Por este trabalho recebeu o Prêmio Noel Rosa e também o Prêmio Estácio de Sá, este último outorgado pelo Museu da Imagem e do Som, MIS, do Rio de Janeiro. O grupo já lançou mais de 20 álbuns ao longo da carreira e fez shows em Lisboa, Roma, Berlim, Viena e Paris. Gravou discos na Alemanha, Japão e Cabo Verde. Em abril de 2005, gravou seu primeiro DVD, no SESC Mariana, recebendo, entre outros, convidados como Chico César, Geraldo Azevedo, Dominguinhos e Pedro Salustiano.

Arthur de Faria - RS
Formado em Jornalismo pela PUCRS em 1988, Arthur de Faria também estudou por cinco anos na Escola de Música da OSPA, partindo depois para aulas particulares de contraponto e fuga. Lançou dois livros: o disco-fascículo As Origens, da série A música de Porto Alegre, e o livro-caixa de CDs RS: Um Século de Música. Como produtor e arranjador, já trabalhou com nomes como Nico Nicolaiewsky, Marcelo Corsetti, Muni, Cláudio Levitan, entre outros. Compôs trilhas para teatro e cinema com Roberto Oliveira, Zé Adão Barbosa, Fábio Barreto e Fabiano de Souza. É jornalista da rádio Pop-Rock e ministra palestras sobre música brasileira. Já ganhou Prêmio Açorianos de Produtor, Compositor e um Tibicuera de melhor trilha infantil pelo espetáculo Flicts. Está há 13 anos à frente do grupo Arthur de Faria e Seu Conjunto.

Ayrton do Anjos - RS
Ayrton dos Anjos é produtor fonográfico e em 45 anos de carreira produziu artistas, discos e CDs dos mais variados estilos, sempre lutando pela preservação e divulgação da música gaúcha. Suas produções reúnem mais de 400 gravações nas quais figuram artistas nacionais como Elis Regina que, na época, foi conduzida por Ayrton à gravadora Columbia e para o Rio de Janeiro, e Renato Borghetti. Ayrton dos Anjos já recebeu inúmeros troféus em reconhecimento ao seu dedicado trabalho como propagador da produção musical gaúcha.

Benjamin Taubkin - SP
Pianista, compositor, arranjador, produtor e um dos músicos mais ativos da música instrumental brasileira, Taubkin lançou em 1997 seu primeiro disco, A Terra e o Espaço Aberto. Como instrumentista, apresentou-se com a Banda Savana, Rafael Rabello, Zizi Possi, Paulo Moura, Mônica Salmaso e outros, na Europa e EUA, e em festivais de jazz e música brasileira. Integra a Orquestra Popular de Câmara cujo CD ganhou o Prêmio Movimento em 1999. Taubkin é um dos criadores do selo Núcleo Contemporâneo. Sempre esteve ligado a projetos para difundir músicos sem preocupação com mercado. Foi consultor do Núcleo de Música do Itaú Cultural e coordenador do projeto Rumos Musicais, da mesma instituição. Co-realizou as séries Arranjadores e Violões, do Projeto Memória Brasileira.

Carlos Malta - RJ
Um dos mais respeitados músicos brasileiros, maestro, compositor, arranjador, band leader, educador e multi-instrumentista. Malta é um virtuose em todos os saxofones e todas as flautas, bem como instrumentos étnicos como o pife, o mais brasileiro dos instrumentos de sopro, o shakuhaci do Japão e a di-zi, flauta de origem chinesa. Seu nome pode ser encontrado nas mais diversas produções fonográficas, primando sempre pela qualidade musical com total personalidade artística.

Inezita Barroso - SP
Inezita Barroso começou a cantar e tocar violão e viola com sete anos. Ultrapassou a marca de cinqüenta anos de carreira e de oitenta discos gravados, entre 78 rpm, LPs e CDs. Há vinte e seis anos comanda o programa de música caipira Viola, Minha Viola pela TV Cultura de São Paulo. Inezita Barroso já foi premiada como cantora e atriz. Em 2003, foi condecorada pelo governador de São Paulo Geraldo Alckmin com a Medalha Ipiranga, recebendo o título de Comendadora da Música Raiz. Atualmente, leciona nas faculdades Unifai e Unicapital, onde recentemente recebeu o título de doutora Honoris Causa em Folclore Brasileiro.

Kiko Ferreira - MG
Kiko Ferreira é crítico musical, produtor de rádio e TV, diretor artístico de várias emissoras e colaborador de projetos e entidades como o Itaú Cultural, Prêmio Visa de Música Brasileira e projeto Natura Musical. Atualmente, é diretor artístico da Rádio Inconfidência, colaborador do jornal Estado de Minas e da revista de economia Mercado Comum. Letrista bissexto, parceiro de Gilvan de Oliveira, Sérgio Moreira, Affonsinho, Danni Calixto e outros. Desde a década de 1980, vem lançando livros de poesia, em parceria com artistas como Fernando Fiúza, Nilson e Luiz Daré. Sua obra começa com Cordiana e caminha com Cio em setembro, Beijo boir, Belo blue e Solo de kalimba.

Lucinha Bastos - PA
Nos seus mais de 30 anos de carreira defendendo a bandeira da Amazônia, principalmente do Pará, Lucinha Bastos, com o seu canto, já representou o Brasil na França e já cantou para o presidente Lula em Brasília.
Gravou um compacto, três LPs e dois CDs. Foi aplaudida no Rio de Janeiro, em São Paulo, nas Minas Gerais e em todo o norte e o nordeste do Brasil.

Luiz Carlos Borges - RS
Luiz Carlos Borges é músico desde sete anos de idade e sempre investiu na renovação da música regional gaúcha. Desde seu primeiro grande sucesso, Tropa de Osso, que foi premiado na 9ª edição da Califórnia da Canção Nativa do RS, Borges já registrou sua música em diversos LP's e CDs. Como músico e produtor, foi responsável pelo desenvolvimento de inúmeros projetos ligados ao folclore regional brasileiro, e em reconhecimento pela realização deste trabalho já foi premiado nos mais importantes festivais do país e viajou para países como Argentina, EUA, Guiana Francesa, Alemanha. Áustria, Itália. Eslovênia, Suíça, entre outros.

Luiz Carlos Prestes Filho - RJ
Luiz Carlos Prestes Filho é diretor e roteirista de filmes documentários para televisão e cinema, formado pelo Instituto de Cinema de Moscou. Idealizou e desenvolveu séries de reportagens especiais para a revista Manchete e publicou livros pelas editoras Record, Rocco e Topbooks. Durante o ano de 1995 percorreu os 25 mil quilômetros da trilha da Coluna Prestes. Entrevistou 450 testemunhas que assistiram à passagem dos líderes revolucionários entre os anos de 1924 e 1927. Entre os anos de 1999 e 2001 exerceu o cargo de Subsecretário da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e de membro do Conselho Estadual de Cultura, quando se dedicou ao estudo inédito sobre a importância da Economia da Cultura para o desenvolvimento econômico brasileiro.

Mauricio Carrilho - RJ
Violonista, arranjador e compositor, com importante trabalho na música brasileira, acompanhou grandes nomes como Aracy de Almeida, Nara Leão, Elizeth Cardoso entre muitos outros. É fundador da Acari Records, a primeira gravadora do Brasil especializada em choro, que em 2001 lançou a série Princípios do Choro reunindo em 15 discos preciosidades dos chorões do início do século. Em 2000, fundou a Oficina de Choro, ao lado de Luciana Rabello, Celsinho Silva, Álvaro Carrilho e Pedro Amorim.

Myriam Taubkin - SP
Myriam Taubkin é produtora e curadora especializada em música brasileira. Inicialmente vinculada às Secretarias de Cultura do Estado e do município de São Paulo, coordenou inúmeros projetos musicais. Foi responsável, também, pelo setor de música do Museu de Imagem e do Som pelo período de três anos. Produziu o DVD Viva Garoto. Coordenou a produção do projeto Rumos Musicais, do Itaú Cultural, em 2000 e 2001. Participam de seus projetos alguns dos mais significativos músicos brasileiros, entre os quais, Egberto Gismonti, Luiz Eça, César Camargo Mariano, Turíbio Santos, Odair Assad e Paulinho da Viola,

Nelson da Rabeca - AL
Nelson dos Santos, popularmente conhecido como Nelson da Rabeca, nasceu em Joaquim Gomes. Aprendeu a tocar rabeca sozinho para compor baião, xote, marchas e forró. Começou a fazer rabecas na década de 70, e desde então faz pesquisas com diferentes tipos de madeira buscando beleza e um resultado sonoro satisfatórios para suas peças. Para fortalecer a expressão cultural alagoana, Nelson fundou a Associação dos Amigos de Nelson da Rabeca, na qual artistas, intelectuais e agentes de cultura promovem trabalhos artísticos.

Nilson Chaves - PA
Nilson Chaves nasceu em Belém do Pará, onde começou sua carreira participando de festivais de música e compondo para grupos de teatro paraenses. Eternizou-se em sua terra natal com a canção Sabor Açaí. É um dos cantores paraenses mais conceituados no mercado internacional e confessa seu orgulho de ser um artista genuinamente amazônico. Tem dois CDs lançados na Europa, se apresentou em uma série de shows pela Alemanha e França e já recebeu indicação ao Grammy Latino, o Oscar da Música Latino-Americana.

Renata Amaral - SP
Além de ser formada em Composição e Regência pela UNESP, Renata Amaral é contra-baixista e pesquisadora.
Se apresentou em todo o Brasil e Europa ao lado de intérpretes como Tião Carvalho, Alessandra Belloni e Roda de Choro em São Paulo, Itiberê Zwarg no Rio, Orquestra Popular do Recife e Claudionor Germano em Pernambuco, Dona Teté e Rosa Reis no Maranhão. Desde 98 trabalha com A Barca, grupo com o qual lançou os CDs Turista Aprendiz, Baião de Princesas e Trilha, realizando mais de 500 apresentações em dezenas de cidades brasileiras. Renata compôs a trilha sonora do filme documentário Guarani Manoá, dirigido por Papa Mirim Poty e José Alberto Mendes, é diretora musical da Companhia do Feijão, grupo teatral premiado pela Lei de Fomento da Prefeitura de São Paulo e é responsável por inúmeros projetos de pesquisa na área musical.

Roberto Corrêa - MG
Físico e músico nascido em Campina Verde, Triângulo Mineiro, residente em Brasília desde 1975, Roberto Corrêa vem de uma tradicional família de violeiros.
Sua formação musical se iniciou na infância e, a partir de 1979, entrou para o universo dos violeiros e da viola. Realizou muitas pesquisas sobre o instrumento e a música autêntica e em 1983 fez seu primeiro concerto em Brasília. No mesmo ano, editou o livro Viola Caipira. Desde então, vem se apresentando em recitais e ministrando cursos sobre a música caipira, viola caipira e viola de concho (típica do pantanal mato-grossense), no Brasil e no exterior, destacando China, Japão, Alemanha, Itália, Portugal, Cuba, México, além de países das Américas do Sul e Central. Gravou diversos LP's, inclusive ao lado de Inezita Barroso, com quem gravou o Voz e Viola e Caipira de fato, que lhe rendeu o Prêmio Sharp.

Zé Gomes - RS
O maestro Zé Gomes é professor, conferencista, arranjador, compositor e instrumentista. Foi um dos fundadores do conjunto Os Gaudérios. Com o grupo viajou o país, mas também divulgou o folclore do Rio Grande além das fronteiras brasileiras, participando de várias apresentações na Europa e recebendo o Primeiro Prêmio do Festival de Folclore promovido pela Sorbonne. Acompanhou artistas nacionais e gravou três CDs. No CD A Idade dos Homens, lançado no Festival de Midem, na França, percorre os caminhos do instrumental brasileiro, junto com seu filho André Gomes. Idealizou o Projeto Rumo dos Ventos com a participação de Yamandú Costa. Desde a década de 80, dedica-se à pesquisa da música brasileira, em especial, o folclore nacional, apresentando-se ao lado de grandes nomes da música, como Almir Sater, Renato Teixeira, Elomar e outros.


Promoção: Serviço Social do Comércio - SESC - RS
Apoio: Governo Municipal de Porto Alegre e Ministério da Cultura

Realização: Contursi Produções



Araciara Macedo