Governo e empresários discutem falta de cimento no Estado

Representantes do setor empresarial, Procon e Técnicos do Governo participaram da Reunião no Palácio do Setentrião

O Governador do Amapá Waldez Góes reuniu nesta quarta-feira, 28, no Palácio do Setentrião com os representantes do setor empresarial do Estado do Amapá, com o objetivo de encontrar uma solução conjunta para o problema da falta de cimento, que vem ocorrendo no Estado ocasionando elevação no preço do cimento.

Governo e empresários entendem que nesse momento há necessidade desse entendimento entre o setor empresarial e os órgãos de governo para se estabelecer certo nível de controle no processo de distribuição e de venda no varejo para o consumidor. Também houve concordância de que o Procon atue na ponta junto com o distribuidor, que são poucos em Macapá, para facilitar a implementação do controle de venda do produto.

De acordo com os empresários, na madrugada desta quinta-feira, 29, chega uma balsa com 28 mil sacos de cimento, 20 mil serão colocados à venda com cota de 10 sacos de cimento por consumidor e que serão comercializados ao preço, variando entre R$ 30 e R$ 33 cada saca.

Esse processo de venda por cota será acompanhado passo a passo por fiscais do Procon junto com os empreendedores em função do preço abusivo que vem sendo praticado no varejo em alguns pontos de venda, preocupando tanto o Governo como também os empreendedores.

Ficou determinado que o Procon vai atuar na tentativa de conter a pratica de preços abusivos. Conforme levantamento do órgão o cimento está sendo vendido com preços que variam de R$ 40 a R$ 45 por saca.

Ficou estabelecido em comum acordo, Governo e setor empresarial de que se estabelecerá também uma distribuição de cotas para o setor empresarial consumidor como por exemplo o Sindicato da Indústria de Construção Civil, Federação da Indústria, etc.

O governador Waldez, preocupado inclusive com as obras do PAC, que deverão iniciar em fevereiro do ano que vem, não descarta a necessidade de se importar o produto, tanto que determinou a Secretaria de Estado da Indústria e Comércio, que viabilize o processo que pode ser uma estratégia, caso necessário.

Evandro acha que até fevereiro o problema de abastecimento de cimento no Amapá já estará normalizado e que o produto em oferta será o suficiente para que o preço volte à sua normalidade. O empresário também disse que a preocupação do Governador é pertinente porque no país, a construção civil está em alta e consequentemente a procura se torna maior do que a oferta.

O consumo mensal de cimento no Estado é de aproximadamente 240 mil sacos, abastecido pelas fábricas de Itaituba no Pará (Nassau), Paraíba (Zebu), Sobral (Poty) e Brasília (Ciplan).

Rodolfo Santos