Sarney pode modificar seu domicílio eleitoral

Brasília (Agência Estado) - A cassação do senador João Capiberibe, do PSB do Amapá, pode impor dificuldades eleitorais ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e obrigá-lo a percorrer o caminho de volta. Diante da hipótese de ter de disputar com Capiberibe a única vaga de senador pelo Amapá, em 2006, Sarney pode retornar seu domicílio eleitoral para o Maranhão, 14 anos após ter deixado sua terra natal.

Governador na década de 60 e eleito duas vezes deputado e senador pelo Estado, Sarney decidiu trocar seu domicílio eleitoral para o Amapá, em 1990. Foi atraído pela facilidade das três vagas ao Senado abertas no então território recém promovido à condição de Estado pela Constituição de 88. A única vaga pelo Maranhão foi conquistada por Epitácio Cafeteira, seu grande adversário.

Parte dos aliados políticos de Sarney defende a volta do ex-presidente por temer que ele tenha uma má performance na disputa pelo terceiro mandato consecutivo de senador pelo Amapá, em 2006. Afinal, sua situação eleitoral no Estado ficou delicada depois da cassação dos mandatos do senador Capiberibe e de sua mulher, a deputada Janete Capiberibe, por compra de votos nas eleições de 2002. Ex-governador, Capiberibe deverá se candidatar ao Senado e a disputa pela única vaga do Amapá promete ser acirrada.

Nas eleições de 2006, Sarney dedicou a maior parte de seu tempo, nos últimos meses, a fazer campanha nas eleições municipais pelo Amapá. Tenta assim consolidar sua base eleitoral no Estado. Nos bastidores, trabalhou contra a candidatura de Janete, que ficou em segundo na disputa pela prefeitura de Macapá. O prefeito João Henrique, do PT, foi reeleito. O ex-senador Sebastião Rocha (PDT), candidato de Sarney, ficou em terceiro.

Para poder voltar a se eleger pelo Maranhão, o ex-presidente precisa transferir seu título de eleitor para o Estado até o início de outubro de 2005. Segundo integrantes do grupo comandado por Sarney, ele já fez consultas informais a ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral sobre a mudança de domicílio eleitoral. Há controvérsias se Sarney não teria de renunciar ao resto de seu mandato. Mas, segundo interlocutores do ex-presidente, os juízes ouvidos informaram que ele não precisará abrir mão do cargo uma vez que já cumpriu mais da metade do mandato.

O retorno de Sarney ao Maranhão não é, no entanto, consensual dentro de seu grupo político. Parte é contra a idéia sob a alegação de que a candidatura não acrescentará votos à chapa que deverá ser encabeçada pela senadora Roseana Sarney (PFL-MA), sua filha, na disputa pelo governo do Estado, em 2006.



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Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
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O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
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Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
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Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
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Massaranduba
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Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.