IPHAN premia Museu Emílio Goeldi por
CD-Rom sobre o universo Ticuna

O Museu Paraense Emílio Goeldi é um dos seis vencedores da 17ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, criado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O CD-Rom "Magüta Aru Inü. Jogo de Memória: Pensamento Magüta" foi escolhido na categoria "Inventário de Acervos e Pesquisa", concorrendo com 126 trabalhos de todo o Brasil, em seleção ocorrida em Brasília, no último dia 29 de outubro.

O sistema multimídia é resultado do projeto "O Pensamento Magüta nos Meios Digitais", idealizado e coordenado pela antropóloga Priscila Faulhaber Barbosa. A idéia do inventário surgiu com os estudos realizados pela pesquisadora sobre as peças utilizadas no ritual de puberdade do povo Ticuna, coletadas pelo etnólogo alemão Curt Nimuendajú, na década de 40, e que integram o acervo etnográfico do MPEG. A pesquisa de campo foi realizada em doze comunidades Ticuna do Estado do Amazonas, Brasil e Departamento Amazonas, na Colômbia.

O CD-Rom é composto por textos, fotografias, vídeo, sons, cantos, um banco de dados sobre mais de 100 artefatos e animações das constelações Ticuna, apresentando ao usuário o universo mítico, a simbologia, os rituais e as narrativas dessa etnia indígena que habita a região do Alto Rio Solimões, num território que se estende por seis mil quilômetros, distribuídos na fronteira do Brasil com o Peru e a Colômbia.

O inventário etnográfico digital foi elaborado com a participação direta de índios Ticuna. Como a maior parte da pesquisa de campo foi realizada na comunidade Enepü, na Terra Indígena Évare II, município de São Paulo de Olivença, o Museu Goeldi destinará o prêmio de R$ 6 mil para a compra de um computador, complementos e suprimentos de informática que serão repassados à comunidade para seus membros tenham acesso as imagens e informações resultantes do projeto. A comunidade Enepü está localizada no igarapé Canela de Nego Preto, a 150 Km de Tabatinga (AM), e seu acesso fluvial é bastante difícil, conforme as dificuldades da época das chuvas ou da estiagem. O trabalho contou ainda com a participação de Carlota Brito (sistema multimídia) e Juscelino Alencar (edição e programação).

A cerimônia de entrega do prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade será realizada no dia 10 de dezembro na sala Villa Lobos, no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília. É a segunda vez que um trabalho do Museu Goeldi recebe a premiação. A primeira foi em 1998, na categoria de "Proteção e Pesquisa do Patrimônio Natural", com o projeto da Reserva Arqueológica da instituição.

Veja abaixo as demais iniciativas/instituições vencedoras.

Categoria Apoio Institucional e Financeiro - "Programa Municipal de

Incentivo à Cultura" - Secretaria de Cultura da Cidade de Londrina (PR).

Categoria Divulgação - Projeto "Uma História a Proteger" - Aplauso

Cultura em Revista, do Rio Grande do Sul.

Categoria Educação Patrimonial - "Projeto de Adoção da Capela de São

Francisco e Proteção às Minas dos Bandeirantes" - Instituto Esther

Valerio, de Pitangui, Minas Gerais.

Categoria Preservação de Bens Móveis e Imóveis - "Projeto de restauração do Museu Théo Brandão - Adriana Guimarães Duarte e Josemary Passos Ferrare, de Alagoas.

Categoria Proteção do Patrimônio Natural e Arqueológico - "Criação do

Parque Arqueológico da Serra de Santo Antônio, em Andrelândia, Minas

Gerais" - Núcleo de Pesquisas Arqueológicas do Alto Rio Grande (MG).

 


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.