Amazônia estuda uso de óleo contra a dengue

06/12/2003
Fonte: O Estado de S.Paulo
Link: http://www.estado.com.br/

Essência do pau-rosa, empregada em perfumes, é capaz de matar larva do mosquito.

O óleo essencial do pau-rosa (Aniba rosaeodora), muito usado na indústria de perfumaria - é uma das principais essências do famoso perfume Chanel 5 -, poderá também ser útil à saúde pública.
Pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) descobriram que ele contém substâncias capazes de matar as larvas do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Testes mostraram que o linalol, principal óleo dessa árvore nativa da Amazônia, é capaz de eliminar até 92% das larvas presentes numa amostra.

A química Katiuscia de Souza chegou a essa descoberta depois de mudar o rumo de sua pesquisa. Seu objetivo inicial era verificar a quantidade de linalol que era descartada junto com a água na qual ele é destilado. Para sua extração, usa-se o processo de arrastão por vapor. Madeira, galhos e folhas da árvore são imersos em água, que é fervida. "A infusão evapora e em seguida passa por um condensador, que separa o óleo da água e de outros componentes", explica Katiuscia. "Na maior parte das destilarias da Amazônia, a água que sobra é jogada fora."

Como essa água é cheirosa, Katiuscia imaginou que ela ainda contivesse uma certa quantidade do linalol.Os testes provaram que ela estava certa. Mas um outro fato chamou sua atenção. "No início das pesquisas, descobri que em muitas regiões do interior da Amazônia esse material é usado como desinfetante de banheiros, vasos sanitários e até paredes e dependências de hospitais", conta. "Então pensei que o linalol pudesse ser o responsável por essa atividade larvicida ou bactericida da água descartada."

Como não havia as condições ideais para realizar os testes na Ufam, Katiuscia usou os laboratórios do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). "Os resultados foram muito bons", diz. "Numa amostra em que as larvas ficaram 24 horas exposta ao linalol, 88% das larvas do Aedes aegypti morreram. Mas reparei também que muitas das que sobreviveram não estavam bem e por isso prolonguei o experimento por mais 24 horas. No final, 92% das larvas tinham morrido."

O próximo passo agora, é usar esse óleo essencial para desenvolver um produto para combater as larvas do mosquito da dengue. "É possível aproveitar o linalol ou até mesmo a água residual para desenvolver larvicidas", diz o químico Jamal Chaar, orientador de Katiuscia na pesquisa. "Outro aspecto que deve ser ressaltado é que essa água não pode continuar sendo jogada no meio ambiente. Ela pode ser tóxica para muitos microorganismos, muitos dos quais ainda não estudados."

Evanildo da Silveira

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Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.