Execução do Projeto Orla vai até julho de 2004

Projeto de Capacitação de Restaurantes e Serviços de Alimentação da Orla de Macapá é estendido até o ano que vem.

Elainne Juarez

O Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), realizou esta semana, o I Encontro dos Empresários do Projeto Orla. O projeto que objetiva capacitar, por meio de cursos e consultorias donos de bares, restaurantes e similares reuniu 60 empresários no Ceta Ecotel.

Previsto para ter suas atividades encerradas em dezembro, o projeto continua até julho de 2004. "Com a decisão de ser prorrogado, o Sebrae e os parceiros, sentiram a necessidade de redimensionar o projeto. Com isso, a equipe de educação idealizou um encontro para fazer o plano de ação para as atividades do próximo ano, além de promover a integração dos empresários", disse Rosangela Pariz, gestora do Projeto Orla.

Para a diretora do DETUR (Instituto de Desenvolvimento do Turismo no Amapá), Rosely Gaspar, o prolongamento do projeto representa um avanço muito importante, devido a atenção que está sendo dada ao segmento, parte fundamental no turismo. "Isto é uma alavanca para começarmos a andar a passos largos no turismo no Amapá", falou Rosely.

Durante a realização do evento foram apresentados os diagnósticos das empresas participantes e a construção de um planejamento estratégico para as ações de 2004.

De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/AP, Jaime Nunes, neste encontro foi possível perceber, por parte dos empresários, um maior comprometimento com o que o Sebrae está propondo. "Esta conscientização, sobre o que é o Projeto Orla, trará benefícios para os seus estabelecimentos e para a comunidade em geral. Além de identificarem seus próprios concorrentes, que com a existência de dificuldades, que não estão em uma só empresa, poderão ser superadas no âmbito coletivo", acrescentou Jaime.

A reunião também foi inovada com o depoimento de uma nova empresária do ramo, Rita Martins, que mesmo não tendo seu restaurante inserido no Projeto participou do encontro relatando um pouco sobre sua experiência profissional.

"Sempre acreditei que poderia sair do tradicional e ir atrás do meu sonho. No início é difícil, deve-se ter persistência, respeitando seu concorrente mas buscando sempre inovar", disse Rita, proprietária do Restaurante Sagrada Família, que futuramente pretende abrir um Clube de Gastronomia, para que os fornecedores saibam da necessidade de cada dono de restaurante.

Outros participantes, como Antonieta dos Santos, proprietária do restaurante Delta Amazônico e Alfredo de Novaes, dono do Bar do Maguila, acreditam no bom desenvolvimento do Projeto Orla. "O projeto é excelente, desde quando foram me entrevistar, senti vontade de retornar ao trabalho. Participei de vários cursos e ultimamente faço francês. Já reativei meu restaurante, tenho minha clientela e empreguei novas pessoas", declarou Antonieta.

Segundo Alfredo, mas conhecido como Maguila, confessou no início não ter levado a sério o projeto, no entanto, depois da viagem feita para a Feira Internacional no Segmento de Alimentação - FISPAL, realizada em Recife/PE, voltou com a intenção de não perder mais nenhuma reunião. A Feira aconteceu no período de 04 a 07 de novembro no Centro de Convenções de Recife. O Sebrae custeou as passagens de dez empresários nesta missão empresarial.

O Projeto Orla iniciou em agosto de 2003, idealizado pelos técnicos da educação e turismo do Sebrae em parceria com a SEMAT (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo), IESAP (Instituto de Ensino Superior do Amapá), Faculdade Seama, DETUR (Instituto de Desenvolvimento do Turismo do Estado do Amapá), CEPA (Centro de Educação Profissional do Amapá), SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e ABIH (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis).



Doce Amazônia

Doces e licores
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Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
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Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
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Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.