INDÚSTRIA DA CELULOSE: AMEAÇA NA AMAZÔNIA

Grupos estrangeiros estão comprando vastas extensões de terra em Roraima e no Amapá para plantar espécies que são a matéria-prima da indústria da celulose. O negócio milionário vem sendo bombardeado por ambientalistas que acusam os donos dos megaprojetos de pôr em risco o equilíbrio ecológico da Amazônia.

Em Roraima, o empresário suíço Walter Vogel já é o maior latifundiário do estado: comprou cerca de 30 mil hectares pertencentes a pequenos produtores e plantou a Acácia mangium, espécie importada do sudoeste da Ásia e da Austrália que prejudica os lençóis freáticos por absorver quantidade excessiva de água do solo.

Apesar dos protestos, suíço continua comprando terras

Apesar das críticas de especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas da
Amazônia (Inpa) e da objeção do Conselho Indígena de Roraima (CIR) e de ONGs locais, Vogel continua comprando propriedades e plantando acácias. Seu objetivo é abastecer a BrancoCel, fábrica de polpa de celulose de capital suíço e alemão que começará a ser instalada na periferia da capital, Boa Vista, até o fim do ano. O empreendimento foi aprovado pelo Conselho de Meio Ambiente de Roraima mesmo tendo sido constatado que as acácias provocam desequilíbrio nas 33 espécies nativas da savana, a vegetação típica do estado.

O projeto é uma incógnita. Não há estudos dizendo qual será a perda de água nas regiões de savana. Faltaram esclarecimentos e o governo do estado passou um rolo compressor no conselho. Estão alijando agricultores e índios do processo ? denunciou o pesquisador Reinaldo Ambrósio, do Inpa.

No Amapá, a empresa americana Champion, do grupo Internacional Paper, foi denunciada pelo Ministério Público sob acusação de comprar terras públicas griladas e de expulsar posseiros e pequenos agricultores familiares de suas terras. A empresa, que chegou a possuir 450 mil hectares de terra no estado para plantar eucaliptos, não conseguiu comprovar a legalidade de boa parte de suas propriedades e acabou tendo de devolver terras e pagar indenizações aos posseiros, numa guerra que envolve o governo estadual e
está longe de terminar.

A instalação da BrancoCel tem as bênçãos do governador Flamarion Portela (PT). Ele manteve o acordo pelo qual o governo estadual subsidiará a energia elétrica consumida pela empresa. Como a BrancoCel vai gastar mais energia do que todos os moradores de Boa Vista juntos, o estado deverá gastar cerca de R$ 3 milhões por ano em subsídio, sem contar os demais incentivos fiscais.

Governo estadual diz que empresa criará empregos

O governo de Roraima, porém, argumenta, que a Ouro Verde, empresa de Vogel, e a BrancoCel vão criar 6 mil empregos diretos no estado e incrementar a economia local.
Está previsto um investimento de R$ 300 milhões na fábrica e um faturamento de US$ 120 milhões/ano com a exportação de 260 mil toneladas de polpa de celulose por ano.

A BrancoCel é nossa última esperança de desenvolver o estado. Na dúvida,
temos de dar o primeiro passo rumo ao desenvolvimento. Os indígenas é que estão nos sufocando ? disse Robério Araújo, presidente da Fundação de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, que deu a licença de instalação para a empresa suíça.(O Globo)


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.