Escândalo no Amapá:
Governo propositadamente deixa remédios vencerem.

No início do ano passado o atual secretário de saúde do Estado do Amapá, Sebastião Rocha veio a público denunciar o desperdício de medicamentos por expiração do prazo de validade, no montante aproximado de cinco toneladas, pelo governo de João Capiberibe(PSB-AP), que deixou a administração do Estado em abril de 2002 para candidatar-se ao senado, cargo para o qual foi eleito. O fato acabou sendo noticiado no Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão, que não chegou a ter acesso aos medicamentos na época.

A partir dessa denúncia do secretário, amplamente divulgada na imprensa local, a Assembléia Legislativa do Amapá instalou uma CPI para investigar a existência de tais remédios que teriam vencido durante a gestão do ex-secretário de saúde do Estado, Jardel Nunes. No final do ano a CPI pediu o indiciamento de Jardel Nunes e do senador João Capiberibe por crime de responsabilidade. O detalhe é que Capiberibe em nenhum momento foi ouvido ou citado pela CPI; seu nome foi incluído apenas na conclusão do relatório.

Ainda no final do ano passado, o atual secretário de saúde do Amapá, Sebastião Rocha, mandou colocar os supostos remédios vencidos em duas carretas devidamente decoradas com faixas contendo a inscrição: “Medicamento vencido gov. passado” e desfilar com elas pela cidade.

A partir da denúncia do secretário, o Governo do Estado passou a fazer compras emergenciais de remédios de forma aleatória, ou seja, o Governo parou de fazer licitações para a compra de remédios. Assim, mais de 80% das compras de remédios feitas pelo estado no ano de 2003 foram na modalidade de dispensa de licitação. Esse fato chamou a atenção do ex-Governador e atual senador Capiberibe que, no início de janeiro desse ano, pediu a inspeção do conteúdo das carretas.

As carretas seriam enviadas para Belém, onde os remédios supostamente vencidos seriam incinerados. A incineração só não ocorreu porque um procurador de justiça estadual determinou que as carretas não saíssem do Amapá enquanto não fosse feita uma perícia, alegando que elas seriam provas de um crime. A perícia teve início então em janeiro, feita pela polícia técnica do estado.

O senador João Capiberibe, desconfiado pela compra de remédios sem licitação, o desabastecimento da rede hospitalar e a existência de um memorando contendo uma relação de medicamentos vencidos já na gestão do atual governador, pediu ao Ministério Público Federal que investigasse o real conteúdo das carretas, que estão estacionadas no pátio da sede da Polícia Militar do Amapá. A presença nas carretas de remédios adquiridos pela União justificaria a entrada no Ministério Público Federal no caso. O Ministério Público Federal determinou então que fosse feita uma perícia, porém a Polícia Federal do Amapá não tem peritos especializados para fazer essa vistoria e requisitou a vinda de técnicos de Brasília, que ainda não chegaram.

Na semana passada o Deputado Estadual Ruy Smith (PSB-AP) foi ao Ministério Público Estadual e pediu para visitar as carretas. A visita aconteceu na manhã de hoje (10/02). Estiveram presentes o promotor, Paulo Veiga, o perito Isnard de Luna, os deputados Ruy Smith, Randolfe Rodrigues(PT-AP), Dalton Martins(PMDB-AP) e Jorge Sousa(sem partido), que visitaram as carretas, fotografaram e filmaram o local. O registro prova que não existem apenas remédios armazenados lá; outros materiais foram colocados nas carretas com o objetivo de fazer volume, até fita para máquina datilográfica foi encontrada no local. Além disso foram encontrados produtos dentro do prazo de validade, é o caso por exemplo de 24 caixas de 1000 unidades de agulhas para coleta de sangue, que não estão vencidas; a inscrição “NV”(Não Vencido), grafada pelos peritos da polícia técnica, indica as caixas. Outras 120 caixas contém kits para hemodiálise, com prazo de validade vencido em novembro de 2003.

Tudo leva a crer que essa carretas foram montadas para tentar incriminar o ex-governador João Capiberibe e justificar a compra de medicamentos sem licitação. Além dos remédios vencidos já na gestão do atual governador, foram encontrados remédios que ainda estão no prazo de validade e ainda podem ser utilizados pela população.

10/02/04

 


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
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Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.