Cultura do bambu pode ser
alternativa para
geração de emprego e renda

Com a palestra sob o tema “Civilização do Bambu - design, meio ambiente e inclusão social”, a ser realizada no dia 14 de fevereiro, às 08h30 no auditório da Procuradoria Geral do Estado - Prog, a Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete) dá início à execução de suas ações em 2005, na área de empreendedorismo. A palestra terá como objetivo principal a potencialização econômica da cultura de bambu no Estado do Amapá.

É esperado para o evento um público estimado em 150 pessoas de entidades representativas de diversos segmentos, entre eles, os artesãos, além de associações comunitárias, cooperativas e empresários.

A Secretária Anésia Nunes, da Sete, diz que o evento marca o início do processo de identificação das potencialidades produtivas, o incentivo à troca de experiências e de informações na área de geração de renda, além do estímulo à expansão dessas experiências. Ações que, segundo ela estão dentro do núcleo de prioridades do Governo do Estado.

Os estudos existentes sobre a cultura do Bambu no Amapá são ainda muito tímidos. Há, no entanto, indícios de que a cultura da espécie é um campo a ser explorado, havendo incidência de bambu na região do arquipélago do Bailique, Amapá, Tartarugalzinho e Oiapoque (áreas indígenas).

Para a realização do evento, além de parceiros locais, a Sete conta com apoio de uma organização da sociedade civil de interesse público de âmbito nacional, denominada Bambuzeira Cruzeiro do Sul (Bamcrus), com sede em Belo Horizonte. A entidade já atua em 7 estados brasileiros através do Programa Desenvolvimento do Ciclo do Bambu no Brasil, onde o bambu tornou-se um meio para geração de renda, utilizando-se o sistema de cooperativas de trabalho que produzem móveis, brinquedos educativos, maletas, bolsas, acessórios, ventiladores, entre outros.

O presidente da Bamcrus, Lúcio Ventania, que será o palestrante convidado, disse que a Bamcrus atua na construção de alternativas concretas de inclusão social, através da utilização do bambu como matéria-prima. Segundo ele, os cursos ministrados pela organização incluem, também, a produção de mudas e a extração de brotos de bambu para alimentação e, sua tecnologia poderá ser facilmente adaptada a outras culturas existentes no Estado como o buriti e a taboca, planta nativa semelhante ao bambu.

Ventania disse ainda que a produção de bambu pode atender às demandas dos setores de arquitetura, paisagismo e construção civil, entre outros. Já o Engenheiro Florestal, Alírio Mory, da Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca, Floresta e Abastecimento (Seaf) acrescentou que o cultivo de várias espécies de bambu serve para a recuperação de matas às margens dos rios (ciliares), evita a erosão (contenção de encostas) e recuperação de áreas de garimpo.

Segundo técnicos da área de empreendedorismo da Sete, de acordo com a receptividade para a extensão ao Amapá, do Programa Desenvolvimento do Ciclo do Bambu no Brasil, naturalmente será realizado estudo aprofundado para compor o projeto em nível de Estado, onde vários aspectos serão observados incluindo a pesquisa de espécies locais, os valores agregados à matéria-prima, principalmente no que concerne à preservação do meio ambiente.

Para o pequeno empresário Paulo Filho, 41 anos, que já está utilizando o bambu na construção de um pequeno empreendimento na localidade de Curiaú Mirim, o projeto bambu terá grande utilidade na ampliação dos seus conhecimentos no sentido de descobrir novas opções de utilização da matéria-prima. “Até agora só atentei para a construção, mas gostaria de usar o bambu para fazer também outras coisas de utilidade“, disse ele.

São parceiros além da Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete), a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), a Secretaria de Estado de Mobilização e Inclusão Social (SIMS), a Agência de Desenvolvimento do Amapá (Adap) e o Instituto de Estudos e Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa).

Dalvaci Dias

 


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Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.