Prazo para desocupação dos imóveis em Laranjal do Jari é prorrogado

Cerca de cem famílias deixaram as casas invadidas no Loteamento Cajari
Metade das casas invadidas do Loteamento Cajari, município de Laranjal do Jari, no sul do Estado já foram desocupadas por determinação judicial. A desocupação, segundo Alcir Figueira Matos, secretário de Estado da Infra-Estrutura (Seinf) tem ocorrido de maneira ordenada e espontânea.

Matos informou que o Governo do Estado conseguiu junto à Justiça uma prorrogação do prazo para que as famílias desocupem os imóveis invadidos em agosto do ano passado. O prazo para que os invasores deixem os imóveis foi estendido em uma semana. A data limite para que o despejo seja cumprido é a próxima segunda-feira, 14.

O secretário explicou que o processo de despejo está sendo feito com sensibilidade, respeitando a situação dos invasores que precisam, antes de desocuparem os imóveis, procurar um novo lugar para ficar . Com a dilatação do prazo as famílias terão um tempo maior para preparar a mudança.

Até quinta-feira, 10, cerca de cem casas das 219 invadidas haviam sido desocupadas. O Loteamento Cajari está sendo construído pela Caixa Econômica Federal (CEF) e pelo Governo do Estado para atender famílias carentes que residem em áreas de risco de Laranjal do Jari, em especial aquelas residentes na orla fluvial e foram atingidas por enchentes. O projeto orçado em R$ 12 milhões prevê a construção de 1,4 mil unidades habitacionais, porém está parado em virtude do processo de invasão. Até agora foram construídas 414 unidades habitacionais.

Alcir garantiu que mesmo com a presença de homens da Polícia Militar (PM) no local para reforçar a operação, não houve nenhum registro de incidentes graves entre os ocupantes das casas e a polícia. O secretário disse ainda que o Governo do Estado mantém o apoio logístico destinado a essas famílias desde o início da operação.

Ele assegurou que foram disponibilizados seis caminhões para fazer o transporte dos pertences. O Governo do Estado designou técnicos da Seinf, do Instituto de Terras do Amapá (Terrap), da Secretaria de Estado de Inclusão e Mobilização Social (Sims) e Ministério Público para ajudar na negociação de reintegração de posse dos imóveis.

Após a desocupação dos 219 imóveis invadidos, Governo do Estado e CEF irão tratar de recuperar as casas, que segundo ele, foram na maioria depedradas pelos próprios ocupantes. “A entrega oficial desses imóveis ocorrerá tão logo as casas sejam recuperadas. A prioridade será para as famílias que tem contrato assinado com a CEF”, observou.

Edy wilson Silva


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