Secretário de Lula visita o
Amapá e discute programa
para o setor pesqueiro

A visita é para apresentar o programa e ao mesmo tempo conhecer o trabalho desenvolvido no Amapá para que a secretaria possa agregar políticas para o Amapá dentro do que propõe o programa

O secretário Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República, José Fritsh, chega esta madrugada ao Amapá para apresentar a empresários, pescadores e representantes de órgãos públicos o projeto político-estrutural do setor pesqueiro e ao mesmo tempo conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelo Estado a este setor. O encontro será pela manhã no Macapá Hotel a partir das 08 horas. Em seguida, o secretário dará entrevista coletiva à Imprensa para falar da proposta e do compromisso assumido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os pescadores, assinado através de uma carta entregue a própria categoria.

O Brasil possui uma costa marítima de 8,5 mil km de extensão, abrangendo uma Zona Econômica Exclusiva (ZEE), de mais de 4,3 milhões de km2, que corresponde à metade de seu território. Além da favorabilidade de seu clima, possui cerca de 12% do total da reserva de água doce do planeta e mais de 2 milhões de hectares de terras alagadas, o que o coloca como a última grande fronteira da aqüicultura no mundo.

Mesmo sendo uma grande potencia na produção de pescado, O Brasil ocupa apenas a 26ª posição no ranking internacional, perdendo para China, Peru e Japão. De acordo com José Fritsh a proposta do governo federal é reverter esse quadro e colocar o Brasil no topo. Ainda de acordo com Fritsh, o governo pretende fazer do setor pesqueiro um dos grandes aliados no combate a fome no país.

A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca foi criada agora pelo governo Lula e tem como meta melhorar a produção de pescado do país, que nos últimos anos mais desperdiçou do que aproveitou. Hoje o setor pesqueiro tem uma renda anual de R$ 4 bilhões de reais e é

responsável por empregar 834 mil pessoas de forma direta e ainda gera 2,5 milhões de empregos indiretos.

A nova secretaria acredita que pode elevar a produção brasileira de pescado para os próximos quatro anos, de 985 mil t/ano para 1,45 milhão de t/ano.

O Amapá

O município de Calçoene, distante 374 km de Macapá, concentra o pólo industrial de pesca do Estado, e recentemente ganhou a primeira indústria de beneficiamento de pescado. Um empreendimento que gerou cerca de 450 empregos diretos. Os municípios de Amapá, Pracúuba e Oiapoque também desenvolvem atividades pesqueiras.

Antes, toda produção do pescado saía do Estado e era beneficiado em Belém ou em São Paulo, tornando os pescadores reféns das grandes empresas que comprovam o produto a um preço bem abaixo de mercado. Hoje essa realidade mudou e o pescado passou a ser beneficiado no próprio município e com isso dando uma nova perspectiva de vida aos pescadores da região.

Além de abastecer o mercado local e até mesmo de outros grandes centros, o pescado do Amapá é comercializado também para outros países como Venezuela e Japão, este último principal comprador do grude da Gurijuba.

Com isso, o Amapá deve ganhar força dentro dessa nova proposta da secretaria do governo Lula. O programa quer priorizar os pescadores artesanais, familiares e os micro e pequenos armadores, reformando sua infra-estrutura de distribuição e comercialização, fomentando a renovação da frota, estimulando a implantação de indústrias de beneficiamento dos pescados, e intensificando a produção das áreas de repovoamento pesqueiro.

Em uma de suas visitas ao Amapá, Luiz Inácio Lula da Silva entregou aos pescadores uma carta de compromisso com a categoria e em um dos tópicos promete implantar um programa de qualificação profissional do pescador, objetivando capacitar a mão-de-obra voltada nos diversos sub-setores pesca marítima e fluvial, empresarial e artesanal, criando linhas de crédito especificadas por região.

Dentro desse conteúdo, o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) no Amapá, está desenvolvendo um projeto de pesca artesanal, direcionado a colônia de pescadores envolvendo as cidades de Macapá, Santana, Amapá, Calçoene o Arquipélago do Bailique. O projeto deve ser entregue ao secretário durante a reunião que terá à tarde com os pescadores.

“O projeto está pronto e entregaremos uma cópia ao secretário. Em uma outra oportunidade estaremos fazendo a apresentação aos nossos parceiros para depois colocarmos em prática”, explicou Cristina Bellini, autora do projeto.

Serviço:

Sebrae no Amapá: (96) 214-1435



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Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.