Governo lança Programa
Amapaense de
Popularização da Ciência

Acontece na próxima quinta-feira, 13, às 16h, no auditório do Centro de Referência para o Desenvolvimento Sustentável (CRDS), o lançamento do Programa Amapaense de Popularização da Ciência. O objetivo é promover a democratização do acesso ao conhecimento científico, principalmente entre os estudantes. Com essa proposta, o governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), irá implementar inicialmente os projetos Ciência na Escola, Prêmio Jovem Cientista do Amapá, Feira de Ciências e Casa da Ciência.

A partir dessa iniciativa, o governo pretende estimular estudantes do ensino médio da rede pública estadual à iniciação cientifica. O Projeto Ciência na Escola, por exemplo, oferecerá uma bolsa de R$ 80 para sessenta alunos de ensino médio. Os alunos terão direito à carteira do projeto, que garantirá acesso às bibliotecas conveniadas além de cursos sobre ciência, metodologia científica, ética e cidadania.

A instituição do Prêmio Jovem Cientista do Amapá será um incentivo a parte para valorizar o engajamento de alunos no mundo cientifico. O programa escolherá os três melhores trabalhos, a partir de uma seleção feita pela Setec. Já a Feira de Ciências, que começará a funcionar em novembro, irá expor os trabalhos previamente selecionados em escolas públicas e particulares do Estado.

Outra proposta é a criação da Casa da Ciência, prevista para funcionar no prédio do Instituto de Estudos e Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), onde antes existia o Museu Waldemiro Gomes. A idéia é utilizar o espaço com exposições temporárias e permanentes de inventos, objetos e publicações científicas, além dos resultados de outras pesquisas realizadas pelo próprio instituto.

A Setec anuncia ainda para o próximo dia 20, às 16h, no Museu Sacaca, o lançamento de algumas publicações científicas do Iepa. Os trabalhos são “Diagnóstico de Ressacas do Amapá: Bacias do Igarapé da Fortaleza e do Curiaú” e “Laranjal do Jari: Realidades que devem ser conhecidas”, de autoria de pesquisadores do Iepa.

EDY WILSON SILVA


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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.