COMISSÃO DE AVALIAÇÃO DOS OCUPANTES O DELTA DO MATAPI DEFINE AS 100 FAMÍLIAS

A situação das 170 famílias que aguardam decisão da comissão responsável por avaliar sua situação social e decidir as que irão definitivamente ocupar os 100 lotes do Delta do Matapi que foram doados pela PMS está sendo definida ainda neste final de semana. A área foi ocupada no ano passado e por este motivo um projeto de saneamento do Governo Federal no valor de R$11 milhões que seria repassado pela Caixa Econômica ficou comprometido. A comissão de avaliação é formada por representantes da prefeitura, comunidade, Câmara de Vereadores e Assembléia Legislativa.

A área destinada ao projeto totaliza 21.1 hectares e foi doada à PMS pela AMCEL (Amapá Celulose). Em 2002 foram repassados R$ 500 mil para iniciar os trabalhos de tubulação que não foi finalizado por causa da ocupação. Desde sua primeira invasão ocorreram várias desocupações e retornos através de mandatos judiciais e a última deliberação determinou que o prazo máximo para a saída era dia 14 de fevereiro deste ano. A prefeitura reuniu com os moradores e discutiu o cadastramento. No primeiro, foram inscritas 315 famílias contando com casas e armações desabitadas, o que provou a especulação imobiliária, causando a demolição de 140 imóveis sem morador. No último recadastramento foram cadastradas 170 famílias moradoras.

A desocupação teve a parceria da Polícia Militar, Juizado da Infância, serviço médico e assistência social para garantir a segurança, nenhum incidente foi constatado. As famílias sem lugar para ficar foram remanejadas para dois galpões providenciados pela PMS onde também ficaram armazenados materiais de construção. Desde então as 170 famílias passaram por entrevistas e assinaram termo de responsabilidade sobre sua real situação, que foi confirmada com visitas. O secretário de Ação Social, Amiraldo Ferreira fala que, caso seja constatado irregularidades nas informações a família perderá o direito ao lote.

A área demarcada é de 18.000 m2 e os lotes medem 8m2 x 16m2 onde já foi feita a topografia e arruamento. A Prefeitura vai formar outra comissão para estudar a possibilidade da apoio para a construção das casas e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano vai enviar ofícios à CEA e Caesa solicitando a prestação dos serviços.

MARILÉIA MACIEL-Assessoria de Comunicação-SECOM/PMS-10/05/05

 

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Matinta-perêra
Mulher velha que percorre distâncias à noite. Se afasta se alguém disser que lhe dará um pedaço de rolo de fumo. De manha ela vai buscar.
Cuíra
Diz-se de inquieto, ansioso,impaciente. Daquele que não agüenta a espera de alguma coisa que vai acontecer
Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.